Faz tempo que eu não apareço aqui, é verdade. E não é por falta de andar de skate, não – pelo contrário. Nesse tempo que passei sumida aconteceram vááárias coisas. Conheci novas pistas, troquei de skate e andei até na Europa. Vamos por tópicos, como eu sempre faço…
As aventuras mediterrâneas de longboard
Então foi o seguinte: mês passado viajei a trabalho para a Espanha. Passei quatro dias em Barcelona dois em Madrid. No total, excluindo os dias em que passei trabalhando, tive duas tardes livres. E adivinhem: aproveitei pra andar de skate.
Não levei o meu carrinho, ia dar muito trabalho, mas já tava me planejando e juntando uma grana pra comprar um por lá. Lembram que eu estava em dúvida entre um Ceviche e um Dervish? Pois bem, a falta de equipamento da loja tirou minha dúvida. Só tinha o Ceviche, então fui nele mesmo. E não me arrependi.
É um skate levíssimo, de bambu, formato híbrido entre um long e um street. Flexível pra caramba, incrivelmente ágil, perfeito pro rolê que eu gosto, que é na cidade, no meio dos carros, nas calçadas, pra ir pra estação de trem ou na padaria, sabe?
E Barcelona… na boa, o cara que pensou aquela cidade era skatista, não é possível. As calçadas não têm desnível – têm rampa em TODAS as transições. Toda a cidade é amparada por ciclovias, o asfalto é um tapete de liso, as pessoas estão acostumadas com gente de skate, patins, patinete, bicicleta… vi muita gente de skate lá, de street e de long, só pra locomoção mesmo.
E foi o que eu fiz. Não tava mais com paciência de me guiar por mapa turístico, então perguntei pra que lado era a praia, subi no skate e fui. Conheci a cidade de cima do shape. Claro que tem uns problemas aí – tipo, não tirei fotos, nem sei o nome dos pontos turísticos que eu conheci. Mas acho que valeu a pena mesmo assim.
Antes, treinei um pouco a nova base (o Ceviche tem um feeling bem diferente de qualquer shape que eu já tinha andado) no Arco do Triunfo (aquele da primeira foto). Barcelona também tem um, com um parque asfaltado enorme embaixo. Lá, também encontrei outras pessoas de bike e de skate.
Pra quem jogou Tony Hawk clássico, aquele do Playstation 2, o game tem uma fase em Barcelona. Eu até fui no porto, onde no game você tem que completar umas transições em cima de uns postes… quem jogou vai reconhecer:
Na volta rolou um stress. Na minha viagem de Barcelona a Madrid eu despachei o shape e levei os trucks e as rodinhas na mochila. Como sou muito zicada, é ÓBVIO que a prancha extraviou. Muito puta da vida, comprei outro shape igualzinho em Madrid (um pouco mais barato, aliás) e montei o skate pra andar lá. Só fui receber o outro Ceviche em casa umas duas semanas depois. Coloquei à venda e acabei trocando por um Fibretec SFlex, um skate igual ao Dervish, que tá parado lá em casa. Quem sabe não consigo vender e recuperar a grana?
Radicalizando
Como a Gabi contou, tem pouco mais de uma semana nós fomos andar no Parque da Juventude, em São Bernardo. Moramos a uns 15 minutos do lugar e não conhecíamos – pra quem não sabe, o Parquer da Juventude tem, entre outras coisas, uma pista de street imensa, dessas cheia de bowls, banks e paredes legais.
Aconteceram duas coisas:
1. Tava muito cheio;
2. Olhando de longe parecia super fácil fazer tudo, mas aí chegou perto e eu pensei que jamais ia conseguir dropar naqueles bowls.
Sério, no começo eu achei que a visita tinha sido à toa. Depois, fui criando coragem e acabei me jogando nos bowls. Não foi exatamente um sucesso, porque era uma dropada interrompida – chegando do outro lado eu tinha que saltar do skate ou cairia. Mas foi bem legal. Depois acabei dando uma volta nos banks e comecei a pegar as manhas dos obstáculos de um skatepark.
Fomos também lá na ladeira do Museu do Ipiranga, mas quem vai contar sobre esse rolê vai ser a Gabi. E andei na Paulista – na calçada mesmo, de dia. Melhor do que 100% dos rolês em calçada que tem por aí, sem nenhuma dúvida, mas as pessoas ainda são meio hostis com o skate. Não trombei em ninguém, por sorte.
Próximo capítulo
Meu pai se mudou pro Panamá (isso, Panamá) em fevereiro e eu vou visitá-lo semana que vem, na Páscoa. Então teremos mais fotos da minha conquista do globo em cima do skate. Aguardem.








