Mar 25

Andando por ai

Faz tempo que eu não apareço aqui, é verdade. E não é por falta de andar de skate, não – pelo contrário. Nesse tempo que passei sumida aconteceram vááárias coisas. Conheci novas pistas, troquei de skate e andei até na Europa. Vamos por tópicos, como eu sempre faço…

As aventuras mediterrâneas de longboard

Então foi o seguinte: mês passado viajei a trabalho para a Espanha. Passei quatro dias em Barcelona dois em Madrid. No total, excluindo os dias em que passei trabalhando, tive duas tardes livres. E adivinhem: aproveitei pra andar de skate.

Não levei o meu carrinho, ia dar muito trabalho, mas já tava me planejando e juntando uma grana pra comprar um por lá. Lembram que eu estava em dúvida entre um Ceviche e um Dervish? Pois bem, a falta de equipamento da loja tirou minha dúvida. Só tinha o Ceviche, então fui nele mesmo. E não me arrependi.

É um skate levíssimo, de bambu, formato híbrido entre um long e um street. Flexível pra caramba, incrivelmente ágil, perfeito pro rolê que eu gosto, que é na cidade, no meio dos carros, nas calçadas, pra ir pra estação de trem ou na padaria, sabe?

E Barcelona… na boa, o cara que pensou aquela cidade era skatista, não é possível. As calçadas não têm desnível – têm rampa em TODAS as transições. Toda a cidade é amparada por ciclovias, o asfalto é um tapete de liso, as pessoas estão acostumadas com gente de skate, patins, patinete, bicicleta… vi muita gente de skate lá, de street e de long, só pra locomoção mesmo.

E foi o que eu fiz. Não tava mais com paciência de me guiar por mapa turístico, então perguntei pra que lado era a praia, subi no skate e fui. Conheci a cidade de cima do shape. Claro que tem uns problemas aí – tipo, não tirei fotos, nem sei o nome dos pontos turísticos que eu conheci. Mas acho que valeu a pena mesmo assim.

Antes, treinei um pouco a nova base (o Ceviche tem um feeling bem diferente de qualquer shape que eu já tinha andado) no Arco do Triunfo (aquele da primeira foto). Barcelona também tem um, com um parque asfaltado enorme embaixo. Lá, também encontrei outras pessoas de bike e de skate.

Pra quem jogou Tony Hawk clássico, aquele do Playstation 2, o game tem uma fase em Barcelona. Eu até fui no porto, onde no game você tem que completar umas transições em cima de uns postes… quem jogou vai reconhecer:

Na volta rolou um stress. Na minha viagem de Barcelona a Madrid eu despachei o shape e levei os trucks e as rodinhas na mochila. Como sou muito zicada, é ÓBVIO que a prancha extraviou. Muito puta da vida, comprei outro shape igualzinho em Madrid (um pouco mais barato, aliás) e montei o skate pra andar lá. Só fui receber o outro Ceviche em casa umas duas semanas depois. Coloquei à venda e acabei trocando por um Fibretec SFlex, um skate igual ao Dervish, que tá parado lá em casa. Quem sabe não consigo vender e recuperar a grana?

Radicalizando

Como a Gabi contou, tem pouco mais de uma semana nós fomos andar no Parque da Juventude, em São Bernardo. Moramos a uns 15 minutos do lugar e não conhecíamos – pra quem não sabe, o Parquer da Juventude tem, entre outras coisas, uma pista de street imensa, dessas cheia de bowls, banks e paredes legais.

Aconteceram duas coisas:

1. Tava muito cheio;
2. Olhando de longe parecia super fácil fazer tudo, mas aí chegou perto e eu pensei que jamais ia conseguir dropar naqueles bowls.

Sério, no começo eu achei que a visita tinha sido à toa. Depois, fui criando coragem e acabei me jogando nos bowls. Não foi exatamente um sucesso, porque era uma dropada interrompida – chegando do outro lado eu tinha que saltar do skate ou cairia. Mas foi bem legal. Depois acabei dando uma volta nos banks e comecei a pegar as manhas dos obstáculos de um skatepark.

Fomos também lá na ladeira do Museu do Ipiranga, mas quem vai contar sobre esse rolê vai ser a Gabi. E andei na Paulista – na calçada mesmo, de dia. Melhor do que 100% dos rolês em calçada que tem por aí, sem nenhuma dúvida, mas as pessoas ainda são meio hostis com o skate. Não trombei em ninguém, por sorte.

Próximo capítulo

Meu pai se mudou pro Panamá (isso, Panamá) em fevereiro e eu vou visitá-lo semana que vem, na Páscoa. Então teremos mais fotos da minha conquista do globo em cima do skate. Aguardem.

Mar 22

Como era o skate nos anos 1970

Vídeo retardado

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gwKCnk5y0gk&hl=pt_BR&fs=1&color1=0x402061&color2=0x9461ca]

Logo menos posto o nosso rolê no Museu do Ipiranga

Mar 10

Skate dos Simpsons

A “Skate All Cities” lançou uma linha de shapes em parceria com o designer gráfico David Flores, com temas dos Simpsons.

Só tem 50 unidades a venda, em 4 modelos. Por US$ 55 deu MUITA vontade de comprar um. Ai dinheiro!!!

Quem tiver com a grana pode comprar pelo site, que entrega no Brasil.

Mar 8

Parque da Juventude!

Finalmente, depois de muitas tentativas frustradas, consegui andar de skate em uma pista legal!

Nesse sábado, eu e a Ana marcamos de ir andar na Tent Beach. Perto da nossa casa tem uma com uns halfs legais, e custa só R$ 5 pra entrar. O que a gente não esperava era encontrar tanta gente lá. Como nunca andamos num lugar assim, ficamos um pouco intimidadas com tanta gente e só assistimos. Deu até pra ver um cara quebrando o pé! Horrível, mas acho que ele ficou bem…

Desanimadas, decidimos ir até a pista de skate de São Bernardo, o Parque da Juventude. Chegando lá: pista molhada, uns poucos gatos pingados e um maníaco potencial ouvindo metal e encarando a gente. Esperamos umas três horas e nada da pista secar.

Pra não perder a viagem, aproveitamos pra voltar pra casa de skate. A Pereira Barreto tem uma parte grande com uma calçada rasoável. Não foi o ideal, mas pelo menos demos uma voltinha.

Domingo acordamos com um sol forte, e decidimos tentar de novo. E dessa vez deu certo! A gente chegou lá e tinha muita gente! Mas foi bem legal, e tinha muitos skatistas dispostos a nos ajudar por ali. O lugar é bem organizado e seguro, vale a pena pra qualquer um que mora na região, e até pra quem mora mais longe e quiser dar um rolê diferente.

Coisas que aprendi ontem:

1) Por mais noob que isso vai parecer, acho que é uma coisa que pode ajudar outras leigas/leigos como eu: o skate tem lado! hahahah Eu nunca tinha reparado, mas ele não é igual. Tem uma parte que tem mais apoio para o pé. Eu achava que isso só rolava em long, mas aparentemente não… Em todo caso, reparem no de vocês. Fica bem mais fácil manter o equilíbrio quando você descobre o lado certo. Já comecei a treinar o olho pra reparar qual é o nose, mas pra não ter erro colei um selo pra lembrar o lado certo.

2) Finalmente tomei coragem e desci uma rampa. Era bem pequena, é verdade, e pra quem anda deve ser bem insignificante (a maioria da galera que tava lá nem parecia notar o perigo!). Mas pra mim era um perigo, e incentivada pela Ana e por um tiozão de 40 anos que estava lá com os filhos e me deu várias dicas, consegui descer. Depois de um tempinho, até consegui voltar.

3) Cada vez mais o nome do blog faz sentido. É cair e levantar mesmo, não dá pra desanimar. Aliás, na verdade é bem divertido. Cada descida dá pra perceber mais onde você erra, e ir pegando o jeito.

Desculpem o post sem fotos, não deu pra tirar nenhuma lá. Ficamos tão felizes com a pista aberta que nem lembramos. Mas a gente deve voltar lá em breve, com mais imagens!

Feb 20

Primeiro rolê do ano!

Finalmente tomei vergonha na cara e parei de inventar coisas pra fazer.

Acordei hoje cedinho e fui dar minha primeira volta do ano… Eu sei que já estamos no meio de fevereiro, mas pra algumas coisas aquela história de que o país só funciona depois do carnaval é verdade. Consegui aproveitar o começo do ano pra adiantar várias coisas que estavam pendentes, mas o resultado foi que deixei o skate de lado.

Por fim, saí hoje, depois de mais de dois meses parada. Fomos eu e a Pri, minha vira-lata, andar lá no estacionamento aqui do lado de casa (quem é de Santo André, fica aí a dica, não sei se já postamos o endereço…).

Woof!

A Pri curte muito andar de skate comigo. Inclusive, no dia que apareci com ele pela primeira vez aqui em casa, ela já colocou as patas em cima e arriscou uma remada (não estou zuando). Então quando dá eu levo ela junto para dar uma volta.

Acontece que a Pri anda meio gordinha. Somando isso com meu lapso de dois meses, andamos meia hora e já estávamos morrendo. Resolvi não forçar, andei mais uns dez minutinhos e voltei pra casa. Fiquei um pouco triste porque percebi que perdi muita coisa que já tinha conseguido evoluir. Tive bem mais dificuldade em fazer aquela voltinha com um pé só para mudar o skate de sentido (deve ter um nome, se alguém souber…) e meus ollies, que já eram precários, agora mal saem do chão. Mas nada que um treininho não resolva.

Apesar disso, consegui inventar algumas modalidades e modos novos de treinar. Como não tinha ninguém pra tirar fotos ou filmar, fiz esse desenho pra ilustrar o post:

Uma coisa bem legal é apostar corrida com seu cachorro. A Pri quando me vê andando rápido começa a correr muito. E daí ficamos apostando corrida por um bom tempo. É bom pra treinar velocidade e equilíbrio, além de ser bem engraçado.

Outra coisa é andar com seu cachorro de coleira. Por mais que nos filmes sempre aparece um cara malandro andando de skate pela orla com o cão na coleira, isso é mais difícil do que eu imaginava. É necessário muita concentração pra não passar por cima das patas dela ou não cair pra trás quando ela sai correndo por causa de uma pomba. Apesar de (acho) não ser uma modalidade reconhecida, achei bem válido o treino! Mas acho que dá próxima a Pri fica em casa mesmo.

(Obs: Eu sei que desenho muito mal)

Feb 8

A queda

Não é como eu não soubesse que um dia eu iria cair. Quando a gente se propõe a andar de skate, a primeira coisa que pensa é nos tombos que vai levar, no braço enfaixado, no capacete rachado. Mas é que você nunca tem a dimensão de como realmente vai ser sua primeira grande queda.

Eu já tinha caído antes. Tentando tirar ollie, da primeira vez que subi no skate ainda na minha rua. Mas foram quedas completamente inofensivas. O que aconteceu sábado foi tenso. Mas me ensinou umas duas ou três lições.

Fui andar no Parque Central, lá em Santo André, que tem uma ciclovia bem pavimentada (cheia de pedestres perdidos, é verdade, mas bem pavimentada) que circunda todo o parque (bem grande ele, por sinal), junto com o Rômulo, longboarder carioca que agora vive em Santo André e que eu conheci por causa desse blog.

Teve uma hora que ele resolveu descer uma ladeira e eu fui atrás. Acontece que depois dela tinha outra, e eu achei que conseguiria encarar duas seguidas. Não consegui. O Rômulo foi no pumping (aquela parada de dobrar os joelhos e fazer um negócio com o corpo. Me lembre de aprender isso) e eu fui em linha reta, porque não sei fazer esse negócio. O skate começou a tremer demais, já não dava mais tempo pra nada e quando eu vi que ia cair, me joguei na grama.

Eu tava muito rápida. Não sei precisar quanto, mas foi o mais rápido que já estive, sem dúvida. Rolei por cima do skate e ele por cima de mim umas três vezes, comendo grama e terra no caminho. Meu óculos quebrou, bati a testa de leve (só raspou, nada grave) e por sorte, usava capacete. Bati a lateral do corpo, a costela direita, e o ombro esquerdo. Levantei tremendo, tamanho o susto. Tou com o corpo inteiro dolorido: dói pra rir, pra tossir, pra respirar.

Como se não bastasse, eu não sai de casa com joelheira.

O Rômulo, gentil, fotografou o resultado. Desculpem, sei que é nojento

Pareço uma criança de 12 anos, com as pernas toda arrebentadas. Tô dormindo mal porque nao tem posição e não dá para mexer a perna sem sentir os efeitos colaterais doloridos. E aprendi a lição da pior maneira: nunca mais faço nada sem a joelheira, podem ter certeza.

Tinha grama até na minha orelha, e eu só fui encontrá-la uma meia hora depois.

Se você fosse fazer freeride na cidade

E quisesse aprender a fazer uma firulas: fingerflips, manuals, 180s e crosstepping. Você…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IOlh7YWWkNw&hl=pt_BR&fs=1&]

…compraria um Dervish…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=KP7sJj1qd38&hl=pt_BR&fs=1&]

…ou um Ceviche?

Opiniões nos comentários. Grata!

Jan 28

Quanta chuva!

Com essa chuva toda em São Paulo, até hoje não consegui sair de skate ainda, desde o começo do ano!

Tô morrendo de vontade, mas meu tempo já é curto! E quando chega fim de semana chove sem parar!

Queria saber se alguém ai tem uma dica legal do que faz pra continuar praticando quando o chão tá molhado!

Alguém pode me ajudar?

Jan 25

Andando na prancha (de leve)

Rolê do fim de semana foi curtíssimo, culpa da chuva. Ainda fiquei com a consciência pesada: na sexta, fui no SPFW a trabalho e na saída vi uma mina indo embora do Ibirapuera com um long na mão. Aí fiquei tipo ‘eu aqui, trabalhando num lugar nada a ver, e essa mina andando. Ela sim é feliz’.

Mas beleza, crise passou e lá fui eu pro mesmo lugar de sempre no sábado. Só pra avisar, já estou me planejando pra mudar de lugar de rolê, porque já deu tudo o que tinha que dar lá no Paço Municipal.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ivJUXlmANuc&hl=pt_BR&fs=1&]

Treinei mais equilíbrio – ficar de um pé só no shape, na parte da frente, na parte de trás, noseride e tentei uns semi-crossteps também (é esse negócio que esse moleque faz no vídeo, de ficar trocando os pés de lugar e cruzando de maneira maluca). Senti dificuldade porque o chape é largo e flex demais, perde muita estabilidade se você troca o pé de lugar. Foi a impressão que tive, ignorem que pode ser tudo fruto da minha falta de habilidade. De qualquer forma,  como nunca tinha feito isso na minha vida, resolvi só tentar trocar os pés de lugar, sem cruzá-los.

Não foi tipo um show de habilidade no longboard, mas não foi tão ruim assim. Devagar e sempre.

Vou começar a me exercitar durante a semana. Minha vontade era andar de skate, mas já que não tem lugar direito pra isso, vou fazer academia. Engordei depois que saí da internação, em setembro, porque fiquei muito tempo em casa, e cabeça vazia é oficina do diabo. Espero que um melhor condicionamento físico contribua pra melhor desempenho no skate, também.

Esperem novidades pro fim de fevereiro, vou viajar pra gringa e devo comprar um skate novo, vender o meu pra um amigo (nesse caso, o blog ganha um novo escritor, heim) e ser feliz. Sobre o sumiço da Gabi e do Nigel, os caras deram uma esfriada mas se tudo der certo logo estão de volta.

O vídeo peguei lá no sempre genial Eu Amo Longboard.

Jan 16

Antes só do que acompanhada (mesmo que bem)

Skate e meditação :)

Não sei se vocês notaram, mas é bem comum que eu vá fazer rolê sozinha. Como já expliquei aqui em outros posts, não conheço ninguém que ande de longboard (tem uns amigos de uns amigos, mas nunca deu certo de a gente andar juntos) e eu já cheguei a conclusão que não dá certo chamar os amigos que andam de skatinho pra andar junto.

Explico: não sou antipática nem nada, mas é que o ritmo do skatinho é outro. Ninguém vai se dispor a percorrer longas distâncias, treinar equilíbrio (só se for pro manual) ou descer ladeiras num skatinho, e se estiver disposto, não alcança a velocidade do long. O rolê acaba sendo pouco produtivo, ainda que divertido porque a gente está com os amigos.

Além disso, descobri que andar de skate é uma das únicas atividades que ainda me desligam do mundo. Sou muito agitada, minha vida e meu trabalho se tratam de estar 100% do tempo matutando, pensando nas coisas. A cabeça nunca pára – exceto quando eu subo no skate. É o descando mental que vem pra semana inteira, minha única meditação. Sozinha, de fone no ouvido, isso funciona melhor.

Música

ALIÁS, o som do rolê hoje foi o Phoenix, que eu ainda não conhecia mas tava aí todo hypado em 2009. Aproveitei as férias pra colocar as novidades musicais em dia. Essa foi indicação direta do Marçal, um dos rapazes do Move That Jukebox!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=RrbGpvOulec&hl=pt_BR&fs=1&]

Rolê de hoje

Enfim. Hoje foi isso: até chamei a Gabi pra ir junto, mas ela tinha compromisso e resolvi ir sozinha. E rendeu bem, mesmo que eu tenha andado bem pouco, só por uns 40 minutos. Me deu indigestão (tinha acabado de almoçar, muito burra) e um cansaço maior do que o normal (fazia umas duas semanas que eu não andava, e eu tive pneumonia há uns 4 meses). Foi muito legal dar rolê sozinha, ouvindo música, mas senti falta de algum outro espaço livre e apto pra longboard em Santo André, além do Paço Municipal. Tem as pistas aqui, e os mini ramps e halfs (só a uns 2 km de casa tem uns dois, um público e outro privado, frequentado por uns caras tipo Lincoln Ueda e o Mineirinho), mas as ciclovias não são bem pavimentadas e andar nelas é certeza de rola. Fiquei sentindo vontade de mudar pra praia…

Mas visto que eu já tou cada dia melhor nesse negócio de longboardear, hoje resolvi experimentar umas coisas. Na maioria das vezes eram treinos de equilíbrio e tal, mas foi mais ou menos o seguinte: desci minha rua no carving, que é ir de um lado pro outro, meio que ‘cavando’ e tal. Isso foi simples e divertido, a sensação é muito boa. Daí já no estacionamento da prefeitura, fiquei tentando andar com um pé só no skate (consegui fazer isso por até uns 5 segundos no máximo) e colocar os dois pé lá na frentem no bico do shape. Nas vezes que tentei isso, quase cai. Mas foi tudo progresso.

E já perdi a vergonha de sair de casa de capacete. Fica até mais estiloso.

FAIL

Andar de kate dá uma vibe de respeito né. Já disse uma vez aqui, acho, mas todo mundo olha: é uma mulher, no geral que não se parece com um homem (acho), de capacete, andando de skate, e é um skate gigante. As pessoas ficam alarmadas com a quantidade de elementos estranhos contidos em uma figura só. Aí eu fico me achando né. Tipo, no fundo, sei lá, dá uma marra, tipo aquelas de carioca.

Aí eu chego em casa e minha mãe diz que meu zíper tá aberto.

FAIL

Figueirinha

Esqueci de contar essa: tava eu lá no shopping, tinha ido de skate, sentada no sofazinho esperando minha vó. O skate tava embaixo do meu pé. Ai o japa do meu lado começa a olhar, olhar… puxa papo:

- Olha só heim. Tem que se proteger pra andar com isso aí, é perigoso.

Eu sou mó simpática, respondi educadamente:

- Ah sim, tô até comprando equipamento hoje (era verdade).

- E aí, mas tem que andar bastante nisso aí pra ficar bom heim? – ele continuou.

- É, mas eu só ando de vez em quando, queria ter mais tempo mas a gente trabalha muito…

- Você conhece o Figueirinha?

- Oi? (pra mim, Figueirinha é aquele brother chefe d’A Diarista)

- É, o Figueirinha, campeão mundial. Ele é de Santo André, filho de um amigo meu, ganhou o campeonato mundial, muito bom o menino.

Ele tava falando do Mineirinho, o Sandro Dias. Mas tá tudo ali, né. Eu não corrigi não.

Quanta alegria

Gabi achou um vídeo bonitinho de uma molecada aprendendo a fazer umas paradas no SESC. Se liguem:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Kza5IVhQEW0&hl=pt_BR&fs=1&]

Dec 23

O (talvez) último rolê do ano

Andar de skate é mó aventura e tal, mesmo quando você acaba não andando de skate.

Foi isso que aconteceu comigo e a Ana na segunda-feira. Meu primeiro dia de férias, dia de folga dela, um sol lindo… Nem tivemos dúvidas: vamos andar de skate.

Marcamos de ir na pista de São Bernardo às 14h. Liguei lá pra garantir e surpresa: a pista não abre de segunda!

Vamos então pra pistinha de São Caetano. Toca ir até a estação (carregando o skate, porque as pessoas estão tão alucinadas com o natal que até andar a pé na rua tá perigoso!).

Pegamos o trem (lotado), descemos em São Caetano e ai… Pista fechada pra manutenção! Argh!!!
Como tinha muita gente aparecendo pra andar lá, eles reservaram um espacinho minúsculo (não é exagero, era minúsculo mesmo) pra galera andar. Mas a gente nem cabia lá, então fomos embora.

Chegando em Santo André íamos tentar andar por ali mesmo, em qualquer espacinho, quando descobri que roubaram meu celular! Provavelmente pegaram no trem!

Bom, depois dessa resolvi dar o rolê por encerrado e voltar pra casa. Deu pra dar umas quatro remadas no estacionamento que passo pelo caminho, e só!

Pô, onde já se viu reformar a pista no verão? E parque fechado de segunda-feira de férias escolares? Caramba!