De volta, sem fotos de skate do Panamá.
Andei pouco por lá. Acontece que não levei meu skate porque já ia trazer dois pra vender e não queria me complicar na alfândega. Comprei lá um Sector 9 Drainer e um Gravity Mini Carve 39′, e os poucos rolês que dei usei um dos dois skates.
Na cidade mesmo, correndo junto com uma avenida grande que leva de um extremo a outro da Ciudade del Panama, tem a Cinta Costeira, uma ciclovia que beira o mar e é ladeada com ladrilhos pra corrida e até quadras de esportes. Foi por lá que dei os 5 minutos de rolê que falei. O resto da cidade não é muito apta ao skate porque o trânsito é maluco – pra se ter ideia, os carros podem passar no farol vermelho se forem virar a direita e for na direção do fluxo de carros da outra via…
(Ficou confuso, mas o que importa é que o farol fica vermelho e mesmo assim eles podem passar)
De qualquer forma, lá foi muito legal. Comprei uns equipamentos baratos pra montar meu Fibretec S-Flex e coloquei tudo o resto que está lá em casa parado à venda, para pagar as compras. Junto com os skates novos e umas outras coisas – bonés, bolsas, mochilas – virou tudo um bazar lá no meu Orkut. Na boa, os preços tão ótimos. Confere e se quiser alguma peça ou alguma outra coisa, me deixa um scrap.
Amanhã, como a Gabi contou aqui embaixo, vamos dar um rolê lá na pista de São Caetano do Sul. Se tiver de bobeira, apareça pra ver a gente cair.
CAÍ!
Caí de novo e detonei o cotovelo. Detonei = ralei feio, não quebrei nem nada. Mas é que é o seguinte: durante a semana, eu fico pilhada para andar por causa dos vídeos que fico vendo (e porque é legal também, horas). Mas não rola, por falta de tempo e de espaço pra isso. Às vezes, como treino e pra matar a vontade, tiro o skate do guarda-roupa e uso pra me locomover até a estação de trem, no caminho para o trabalho.
Legal, tudo lindo. Mas aquele dia eu senti que algumas vezes tava dando umas remadas em falso, a base tava mais instável… agora lembrei que soltei os trucks e deve ser por isso, é hora de apertar. De qualquer forma, lá estava eu na reta final para a estação, remando numa rua risinha, quando por alguma motivo o skate ficou e eu fui. Cai sozinha mesmo, no centro da cidade, sem equipamento, na frente de todo mundo. Decolei de lado e ralei o cotovelo esquerdo no asfalto.
Engraçado que reparei que só um cara viu. Na visão periférica eu percebi que ele tava olhando. Eu levantei, minha dignidade ainda no asfalto, e continuei remando em direção à estação. Heh.
Essa nova queda me ensinou algumas coisas.
1. Preciso aprender a cair;
2. Eu ainda sou MUITO noob no skate. Cair sozinha assim foi ridículo.
3. Precisa de equipamento pra QUALQUER rolê, mesmo os que parecem mais bobos.
O problema é que eu to aflita com esse negócio de cair com skate porque sinto que se eu quiser evoluir no carrinho é só questão de tempo até eu me arrebentar feio, quebrar alguma coisa e tal. E eu nunca quebrei nada.
FIBRETEC S-FLEX
Pra quem não conhece, é esse aqui:
Comprei umas peças baratas no Panama e juntei com o shape que eu tinha trocado pelo Ceviche… não testei o resultado ainda (sábado e domingo são dias!), mas imagino que seja bem diferente do feel do Ceviche. Montei pensando em ficar um tempo com ele e vender – tô sem grana, não dá pra ficar com luxo.






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