Archive for Equipamentos

Panamá e uma queda

Apr 9

De volta, sem fotos de skate do Panamá.

Andei pouco por lá. Acontece que não levei meu skate porque já ia trazer dois pra vender e não queria me complicar na alfândega. Comprei lá um Sector 9 Drainer e um Gravity Mini Carve 39′, e os poucos rolês que dei usei um dos dois skates.

Na cidade mesmo, correndo junto com uma avenida grande que leva de um extremo a outro da Ciudade del Panama, tem a Cinta Costeira, uma ciclovia que beira o mar e é ladeada com ladrilhos pra corrida e até quadras de esportes. Foi por lá que dei os 5 minutos de rolê que falei. O resto da cidade não é muito apta ao skate porque o trânsito é maluco – pra se ter ideia, os carros podem passar no farol vermelho se forem virar a direita e for na direção do fluxo de carros da outra via…

(Ficou confuso, mas o que importa é que o farol fica vermelho e mesmo assim eles podem passar)

De qualquer forma, lá foi muito legal. Comprei uns equipamentos baratos pra montar meu Fibretec S-Flex e coloquei tudo o resto que está lá em casa parado à venda, para pagar as compras. Junto com os skates novos e umas outras coisas – bonés, bolsas, mochilas – virou tudo um bazar lá no meu Orkut. Na boa, os preços tão ótimos. Confere e se quiser alguma peça ou alguma outra coisa, me deixa um scrap.

Amanhã, como a Gabi contou aqui embaixo, vamos dar um rolê lá na pista de São Caetano do Sul. Se tiver de bobeira, apareça pra ver a gente cair.

CAÍ!


Caí de novo e detonei o cotovelo. Detonei = ralei feio, não quebrei nem nada. Mas é que é o seguinte: durante a semana, eu fico pilhada para andar por causa dos vídeos que fico vendo (e porque é legal também, horas). Mas não rola, por falta de tempo e de espaço pra isso. Às vezes, como treino e pra matar a vontade, tiro o skate do guarda-roupa e uso pra me locomover até a estação de trem, no caminho para o trabalho.

Legal, tudo lindo. Mas aquele dia eu senti que algumas vezes tava dando umas remadas em falso, a base tava mais instável… agora lembrei que soltei os trucks e deve ser por isso, é hora de apertar. De qualquer forma, lá estava eu na reta final para a estação, remando numa rua risinha, quando por alguma motivo o skate ficou e eu fui. Cai sozinha mesmo, no centro da cidade, sem equipamento, na frente de todo mundo. Decolei de lado e ralei o cotovelo esquerdo no asfalto.

Engraçado que reparei que só um cara viu. Na visão periférica eu percebi que ele tava olhando. Eu levantei, minha dignidade ainda no asfalto, e continuei remando em direção à estação. Heh.

Essa nova queda me ensinou algumas coisas.

1. Preciso aprender a cair;

2. Eu ainda sou MUITO noob no skate. Cair sozinha assim foi ridículo.

3. Precisa de equipamento pra QUALQUER rolê, mesmo os que parecem mais bobos.

O problema é que eu to aflita com esse negócio de cair com skate porque sinto que se eu quiser evoluir no carrinho é só questão de tempo até eu me arrebentar feio, quebrar alguma coisa e tal. E eu nunca quebrei nada.

FIBRETEC S-FLEX

Pra quem não conhece, é esse aqui:

Comprei umas peças baratas no Panama e juntei com o shape que eu tinha trocado pelo Ceviche… não testei o resultado ainda (sábado e domingo são dias!), mas imagino que seja bem diferente do feel do Ceviche. Montei pensando em ficar um tempo com ele e vender – tô sem grana, não dá pra ficar com luxo.

Skate dos Simpsons

Mar 10

A “Skate All Cities” lançou uma linha de shapes em parceria com o designer gráfico David Flores, com temas dos Simpsons.

Só tem 50 unidades a venda, em 4 modelos. Por US$ 55 deu MUITA vontade de comprar um. Ai dinheiro!!!

Quem tiver com a grana pode comprar pelo site, que entrega no Brasil.

Filed Under: Equipamentos, skate

A queda

Feb 8

Não é como eu não soubesse que um dia eu iria cair. Quando a gente se propõe a andar de skate, a primeira coisa que pensa é nos tombos que vai levar, no braço enfaixado, no capacete rachado. Mas é que você nunca tem a dimensão de como realmente vai ser sua primeira grande queda.

Eu já tinha caído antes. Tentando tirar ollie, da primeira vez que subi no skate ainda na minha rua. Mas foram quedas completamente inofensivas. O que aconteceu sábado foi tenso. Mas me ensinou umas duas ou três lições.

Fui andar no Parque Central, lá em Santo André, que tem uma ciclovia bem pavimentada (cheia de pedestres perdidos, é verdade, mas bem pavimentada) que circunda todo o parque (bem grande ele, por sinal), junto com o Rômulo, longboarder carioca que agora vive em Santo André e que eu conheci por causa desse blog.

Teve uma hora que ele resolveu descer uma ladeira e eu fui atrás. Acontece que depois dela tinha outra, e eu achei que conseguiria encarar duas seguidas. Não consegui. O Rômulo foi no pumping (aquela parada de dobrar os joelhos e fazer um negócio com o corpo. Me lembre de aprender isso) e eu fui em linha reta, porque não sei fazer esse negócio. O skate começou a tremer demais, já não dava mais tempo pra nada e quando eu vi que ia cair, me joguei na grama.

Eu tava muito rápida. Não sei precisar quanto, mas foi o mais rápido que já estive, sem dúvida. Rolei por cima do skate e ele por cima de mim umas três vezes, comendo grama e terra no caminho. Meu óculos quebrou, bati a testa de leve (só raspou, nada grave) e por sorte, usava capacete. Bati a lateral do corpo, a costela direita, e o ombro esquerdo. Levantei tremendo, tamanho o susto. Tou com o corpo inteiro dolorido: dói pra rir, pra tossir, pra respirar.

Como se não bastasse, eu não sai de casa com joelheira.

O Rômulo, gentil, fotografou o resultado. Desculpem, sei que é nojento

Pareço uma criança de 12 anos, com as pernas toda arrebentadas. Tô dormindo mal porque nao tem posição e não dá para mexer a perna sem sentir os efeitos colaterais doloridos. E aprendi a lição da pior maneira: nunca mais faço nada sem a joelheira, podem ter certeza.

Tinha grama até na minha orelha, e eu só fui encontrá-la uma meia hora depois.

Se você fosse fazer freeride na cidade

E quisesse aprender a fazer uma firulas: fingerflips, manuals, 180s e crosstepping. Você…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IOlh7YWWkNw&hl=pt_BR&fs=1&]

…compraria um Dervish…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=KP7sJj1qd38&hl=pt_BR&fs=1&]

…ou um Ceviche?

Opiniões nos comentários. Grata!

Filed Under: Equipamentos, Longboard

O tênis mágico (e outras histórias do rolê do último fim de semana)

Dec 8

Eu sempre gostei de tênis da Vans, muito antes de querer andar de skate. Tenho dois pares, do mesmo modelo, aquele clássico de cano alto. Um é antigão, tem uns 4 anos. É uma edição exclusiva daquele japonês, o Christian Hosoi. Lindão, mas tá todo estourado (e no bom sentido, porque nos últimos quatro anos usei ele pelo menos três vezes por semana e não tem um raladinho que seja). Olha ele aí:

Vans Hosoi

Caquético

Quando comecei a andar de skate, minha escolha óbvia foi esse tênis, porque ele já tá (obviamente) amaciado e eu achei que o mínimo que eu podia fazer por mim era usar um tênis confortável.

Lembra que eu disse que no começo notava um desconforto na perna direita, se passasse muito tempo remando? Então. Guarde essa informação.

Há uns 6 meses, ou mais, comprei outro Vans igual a esse, mas inteiro vermelho. CONFIRA:

Pois bem, resolvi botar esse no pé pro rolê de sábado e de domingo. Ele ainda tá bem desconfortável, porque além de ser relativamente novo (usei bem poucas vezes), o interior é de couro. E couro novo, sem amaciar, é bem duro. Machucou meu tornozelo, o dedinho, enfim. Não tava confortável mesmo.

Mas curiosamente minha PERFORMANCE melhorou violentamente. Estabilidade, aderência na lixa, timing das remadas, velocidade, equilíbrio, tudo mesmo melhorou demais. Até o footbreak, que na semana passada era luxo, agora tá saindo na maior facilidade. E nada de desconforto na perna direita.

Como não andei na semana (pra justificar qualquer evolução brusca no fim de semana), só pude culpar o tênis. Minha teoria: a sola ainda tá nova, lisinha, fazendo 90º com a lateral do tênis. Isso deve ajudar na aderência, o que proporciona mais equilíbrio, consequentemente mais confiança e melhora minha performance. Mais equilíbrio na prancha me permite fazer o footbreak (afinal, ficar com um pé só em cima de um long não é exatamente coisa fácil) e a própria sola, mais nova e portanto mais alta, também é uma vantagem.

Aos veteranos: o tênis pode realmente ter algo a ver ou é tudo coisa da minha cabeça?

Skatinho

Nesse fim de semana aproveitei pra tentar aprender a bater ollie num skatinho de tamanho normal. O movimento até que tá saindo ok, e eu só cai no chão uma vez de todas as tentativas. Mas o skate nem levantou do chão. Eu não esperava que levantasse, mesmo; seria demais pro primeiro dia de tentativa. Tô pensando até em comprar um skatinho pra aprender umas manobras (e depois levar pro Long, tipo Adam Colton, sei lá).

Ladeiras, speed wobbles e equipamento de segurança

Percebi que tô evoluindo porque minha busca por ladeiras tem sido mais ousada, por assim dizer. Agora que consigo parar o skate em velocidades médias, estou com coragem de pegar umas rampinhas mais íngremes. Nada demais, mas redescobri a cidade passeando pelas ciclovias que eu nem sabia que existiam, dando uma volta nos picos antes pra analisar o percurso, estudando abertura de curvas pra poder virar certinho e coisas assim. Foi demais.

Em uma das ladeiras, outra vez o skate tremeu (speed wobbles, lembra?). Numa delas, me joguei de cima dele (com sucesso, sem tombo). Na outra, respirei fundo, tentei firmar a base e agachei o máximo que pude: funcionou, a pranchinha retomou a estabilidade aos poucos. Como disseram aí nos comentários, acho que se trata de confiança, mas dei uma apertada nos trucks, pelo menos por enquanto.

Ah: tenho usado o capacete da Gabi pra descer as ‘ladeiras’. Elas não são grande coisa, mas eu sou careta e não gosto de arriscar. De natal, pedi pra MINHA VÓ (sim, ela ainda me dá presentes. Morram de inveja) um kit com os equipamentos de segurança. Até lá, uso o da Gabi pra não correr o risco de morrer.

Bowl

É meu próximo objetivo. Tem vários nas pistas aqui do ABC, o problema não é esse: é saber se eu consigo encarar um bowl com long ou é melhor colar com skatinho. E aí? Que vocês acham?

Filed Under: Equipamentos, Longboard, Rolês

FOOTBREAK, FINALMENTE!

Dec 2
Skate and Destroy
Image by Skate-lin via Flickr

Foi meio espontâneo, até, mas no último rolê – no fim de semana – eu consegui dar meu primeiro footbreak. Pra quem não se lembra, footbreak é a freada com o pé no chão. Sei que pode parecer besteira, mas isso é importantíssimo pra quem tá aprendendo a andar de long (ao menos eu sinto que é – vou explicar porque). Como o longboard é muito veloz, chega uma hora em que eu não conseguiria mais evoluir se não aprendesse a pará-lo, já que sem saber parar não teria confiança para correr mais.

Li um site sobre longboard que o Klaus, lá do Eu Amo Longboard, me passou e lá eles são bem incisivos: na verdade, o ideal é aprender a parar ANTES de aprender a ANDAR. Pra você ver como é importante.

De qualquer forma, ainda preciso aperfeiçoar. Nem sempre o footbreak sai, e quando sai estou quase sempre em velocidade mediana. Ele ainda não me ajudaria a não morrer com a cara no muro se eu tivesse um imprevisto.

Ah, nesse texto vou usar o maravilhoso recurso jornalístico do INTERÍTULO. Vejam só que beleza.

Ladeiras

Nesse fim de semana, também, resolvi me arriscar em algumas “ladeiras”. É que não chegam a ser ladeiras, são como trechos ligeiramente mais íngremes da minha rua, mas que pra mim parecem morros super íngremes. Escolhi uns que pra minha felicidade terminam em uma subida, ou seja, a velocidade do skate é reduzida automaticamente e eu não precisaria ficar me preocupando com isso.

Subi no skate e remei, rumo à curva (é uma ladeira-curva). A não ser que um carro viesse na contramão, o que dificilmente acontece ali porque ele não teria visão, eu não daria de frente com um. O skate começou a pegar velocidade e daí tudo começou a tremer.

É, o shape começou a tremer VIOLENTAMENTE. Por instinto, me agachei e consegui me manter em cima dele, mas por muito pouco não tomei um rola HISTÓRICO, eu me arrebentaria inteira com certeza.

Me consultei com alguns GURUS DO LONGBOARD (pessoas gentis e prestativas que achei no Orkut e manjam pra caramba), fora o que tinha pesquisado, e descobri que isso chama Speedy Wobbles e pode acontecer por causa de:

- Truck muito mole;

- Amortecedor ruim (aquela borrachinha que vai entre o parafuso e a arruela, ou algo assim, não sei o nome da peça);

- Base errada (não estou posicionando os pés direito).

SUSPEITO que pode ser uma mistura dos três mesmo. Vou apertar o truck pro próximo rolê e tentar posicionar os pés mais pra extremidade do long, o que tecnicamente vai me dar mais equilíbrio. Mas precisava MESMO de um cara que manje pra subir no skate e descer uma rampinha, porque ele eliminaria o problema da base e eu saberia dizer se é só o equipamento ou não.

Tô triste com o meu shape

Agora que estou mais confiante em andar pela cidade (só na calçada dependendo da via, já que moro no centro), encontrei um problemão. Sempre que vem um obstáculo um pouco mais alto eu tenho que parar o skate, descer dele, pegá-lo na mão, ultrapassar o obstáculo e depois continuar. Do ponto de vista de radicalidade, FAIL. Do ponto de vista de FLUIDEZ DO ROLÊ, FAIL também.

O meu long não tem tail. Olha ele aqui, caso você não se lembre:

Eu e meu irmão fazendo pose de maus (foi combinado)

Então mesmo que fosse possível aprender a dar um ollie para ultrapassar essas coisas, com esse shape eu não conseguiria. Jamais. Pensei até em comprar outro, mas nesse fim de semana também fui tentar aprender Ollie usando o skate da Gabi e as rodinhas nem saíram do chão, óbvio. E várias pessoas me disseram que é difícil dar ollie com o long, mesmo com tail, por causa do tamanho, do peso etc.

Eu só queria a tranquilidade de desenvoltura desse cara aqui pra passear pela cidade e inclusive pular obstáculos. Ele não se abala jamais:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EAHYVhe6Ok4&hl=pt_BR&fs=1&]

Ok, mas esse cara anda muito. Não sei se um dia vou chegar lá. A dúvida é – troco ou não de shape? O meu, além de ser muito pesado, tem esse negócio de ser sem tail. Pensei até em juntar grana pra comprar um dervish (igual esse do cara do vídeo), mas aí teria que trocar todas as peças. Muita sacanagem andar num dervish com trucks Brutus.

Reblog this post [with Zemanta]
Filed Under: Equipamentos, Longboard

Por que usar um tênis de skate?

Nov 8

Nesse pouco tempo que eu comecei a andar de skate uma das coisas que eu menos me preocupei foi com o tênis. Ignorei totalmente.

Gastar dinheiro com um tênis grandão parecia besteira.

Isso mesmo, parecia. Não parece mais. Vou explicar o motivo.

Além do solado mais largo, o que dá mais aderência, o tênis para skate é mais reforçado, feito para você poder esfregar ele numa lixa – que é o seu skate – e esse é o motivo principal para você comprar um desses quando for começar a andar.

Eu ignorei isso – como já falei. Pensei que ia usar qualquer tênis mais ferrado e pronto, não ia ter problema quando fosse desgastando.

Dá para reparar que eu imaginei que o desgaste fosse uma coisa lenta né? Não é. Quando você está dando um ollie por exemplo – que é aquele pulinho esperto – você tem que dar uma “desmunhecada” com o pé e esfregá-lo na lixa para puxar o skate para cima (faço um post explicando como funciona na seguida). Então não é só a sola e a borda do tênis que você acaba esfregando na lixa. Você acaba esfregando a parte de cima do seu tênis, que normalmente não é reforçada, e isso faz com que o tênis esburaque rapidinho.

Eu não tinha me ligado que ia realmente lixar o tecido do tênis – podia esperar uns arranhões, mas estava achando que a coisa ia ser muito mais leve – e acabei indo andar com um converse.

Fiquei treinando uns ollies (vou por um vídeo no próximo post) e em muito pouco tempo comecei a sentir um incômodo no dedo mindinho do meu pé da frente. Quando fui ver estava abrindo um buracão bem alí. Tentei ignorar o buraco, mas tive que parar quando dei uma esfolada legal no dedo que já estava exposto.

091108-202906

Tive que parar de andar de skate e perdi uma tarde em que estava progredindo legal.

E o pior é que a economia que eu achei que estava fazendo não comprando um tênis de skate acabou me tornando um prejuízo, já que não só eu acabei tendo que comprar um tênis para skate, agora tenho que comprar um converse novo para substituir o velho.

Comprei um Qix, que é uma marca nacional – e por isso não cobra absurdos. Entrei na loja e peguei o maiorzão e com cara de que não fosse se despedaçar tão fácil. Não tinha muita referência, então pesquisei na internet e vi um pessoal falando que tu pode confiar. Ainda não testei, mas depois falo o que achei.

E vocês amigos? Quais tênis vocês usam? Têm segurado legal?

Filed Under: Equipamentos, skate

Me apresento

Nov 5

Fala galera, este primeiro post é mais para me apresentar e situar a galera onde eu estou na linha de aprendizado.

Bom eu já andei de skate quando tinha uns 15 anos, mas nunca dei muita bola. Meus amigos todos tinham skates e a gente descia a rua que é um pouco inclinada. A gente ficava nisso praticamente o dia inteiro, e eu nunca me preocupei em aprender nada além disso – descer uma ladeira bem suave praticamente reto. A maior dificuldade que tinha era numa parte que a calçada era mais irregular.

Com o tempo ficar descendo a ladeira enjoou e eu acabei me frustrando porque não sabia realmente andar de skate e não estava afim de ficar treinando o básico, queria pegar o skate e fazer igual no video game. Óbvio que ninguém consegue simplesmente sair fazendo manobras. E eu não conseguia nem fazer um ollie – o pulo básico – direito. Tentei alguns dias aprender, mas simplesmente não saia direito e eu desisti nisso.

Uns 8 anos depois eu resolvi tentar de novo. Coisa de impulso. Saí da faculdade e fui fazer hora esperando pela minha carona numa galeria aqui do rj que tem varias lojas com equipamento de skate, surf e coisas por aí. Passei por uma loja e o cara perguntou se eu queria alguma coisa e eu falei que não. Depois dei meia volta e resolvi que queria um skate.

Confesso que fiz o skate mais vagabundo que eu poderia fazer. Juntei tudo que era mais barato pra montar um skate pra aprender a andar. Ficar de um lado para o outro treinando virar, me equilibrar e um ollie até sentir que estou progredindo. E fica até como um prêmio para o meu desenvolvimento ir comprando um equipamento melhor.

Já o shape eu nem perguntei o preço, comprei baseado em não ter nenhum gráfico em baixo, porque queria pintar eu mesmo, e a escolha ficou pelo vendedor. Não que eu fosse fazer nada genial, mas queria pintar o logo do meu blog no shape.

Tive sérios problemas pintando o shape, a maioria relacionado ao stencil que eu fiz para as letras que sempre borrava, mas no final a coisa não ficou tão ruim.

Meu equipamento ficou:

Shape Gobby

Truck Hardply

Rodas não tem marca, devem ter surgido por geração espontânea

Não uso nenhum equipamento de proteção. Não por enquanto pelo menos, que é pra cair e morrer e comprar um capacete na próxima vida.

 

Filed Under: Equipamentos, skate

Lembra o que eu disse sobre Longboards e equipamento de segurança?

Nov 4

skateboard

Adivinha em que tipo de skate ele tava andando?

O que aprendi sobre Longboard no início

Nov 4

Eu passei um mês andando de skate dentro do meu quarto. Sempre que eu digo isso, ouço um “seu quarto é grande, heim!”, mas ele não é exatamente grande, eu que sou mobral. É que passei um mês doente, sem poder sair de casa, e tinha acabado de comprar o skate.

Sobre comprar o skate: decidi por um longboard porque meu sonho é morar numa cidade litorânea, com uma ciclovia no calçadão pra poder dar rolê no fim de tarde e sentir a maresia batendo na cara. Esse vídeo explica o espírito. Se você assistir e não sentir vontade de andar, você é um insensível:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=D8m4OQ4lgpc&hl=pt-br&fs=1&]

Daí fui numa loja que achei que prestava e pedi um long pra dar rolê. Porque existem outras modalidades de longboard, né, eu aprendi:

Downhill Speed: descer ladeiras em alta velocidade com o skate. Precisa até de macacão especial.

Freeride: um pouco de tudo misturado. Rolê com manobras. Um street do longboard.

Slalom: é quando você desce a ladeira fazendo zigue-zague, desviando de uns cones. Modalidade bem técnica.

Tem também o Downhill Slide, em que você desce a ladeira e ocasionalmente dá slides, que é mais ou menos quando o cara desce a ladeira deslizando com as mãos no chão:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d6DFnfuNADQ&hl=pt-br&fs=1&]

A modalidade que eu quero praticar tá mais pra Freeride. Bom, a primeira coisa que eu aprendi é que longs tem rodas mais largas do que o normal, pra aumentar a aderência no chão, além dos shapes (é claro) mais longos. Os trucks geralmente também são maiores e com um ângulo mais acentuado do que os trucks dos skatinhos, porque com shape longo é mais difícil de fazer curvas, a não ser que seu truck tenham bastante ‘jogo’.

Lembrando pros completamente noobs que shape é a prancha de madeira e trucks são as estruturas de metal que seguram as rodas.

Outras coisas que aprendi:

  • os rolamentos são importantes, afinal, eles precisam ser bons pras rodinhas girarem bastante. Eles ficam entre a roda e o eixo do truck e independente da marca recebem classificações ABEC, que é tipo um INMETRO dos rolamentos. Tem uns modelos bem baratinhos (como o que eu comprei) e outros mais caros.
  • É preciso usar equipamento desde o começo quando se trata de longboard, porque eles pegam muito mais velocidade do que o skatinho, e bem mais rapidamente.
  • shapes de skatinho são todos iguais. Shapes de longboard tem 1001 formas diferentes. Tem modelos com tail (a ‘aba’ traseira) e nose (a dianteira), só com tail, sem os dois, de todas as formas e recortes. Acho que a gente só descobre o shape mais adequado depois que descobre qual estilo vai andar.

Por enquanto, só comprei o wirtsguard, que parecem munhequeiras anti-tendinite e impedem que você rale a mão ou quebre o pulso quando cai. O próximo item da lista é capacete. Depois, vão ser as joelheiras.

Bom, o cara da loja que montou o skate pra mim disse que andava, mas acho que era mentira. Ele colocou no meu skate um truck de skatinho, da Genius (que aparentemente é uma marca bem ruim), que depois eu tive que trocar.

O shape que ele me passou também não gostei, e acabei trocando: era um com tail e nose, côncavo e pouco flexível, de uma marca desconhecida nacional. Acabei pegando um Blacksheep sem tail nem nose, plano e bem flexível. O antigo, inclusive, raspava nas rodas, porque o carinha não colocou pads, umas peças de plástico que vão entre o truck e o shape e além de aumentarem o ângulo pras curvas, protegem o shape do desgaste pelo truck e afastam as rodas da prancha, justamente pra não raspar (isso chama wheelbite, parece).

Pelo que eu entendi depois, as rodinhas que ele me vendeu, da Moska, eram a única coisa que prestavam.

No final, o meu skate ficou assim:

Shape Black Sheep de 40′
Truck de 180mm sei lá de que marca (acho que é Brutus, ou Six)
Rodinhas Moska 80A de 71mm
Rolamentos ABEC 8

Olha ele aqui:

02112009010

Como você pôde ver, coloquei também um monte de adesivinhos fofos, que é pra diminuir a carga de masculinidade do skate. HEH

Ah, depois de um mês andando no quarto eu fui, finalmente, dar um rolê ao ar livre. Daí isso é assunto pro próximo post.

Filed Under: Equipamentos, Longboard