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Rio de Janeiro

Sep 13

Essa foto nem é do Rio mas eu queria ilustrar o post e tal. E eu curti essa foto. A real é que fui pro Rio no feriado e, óbvio, levei o long. Lá muito mais gente anda de longboard do que aqui. Ninguém estranha o tamanho do skate como estranha em São Paulo. E tem gente de todo tipo andando de long, de todos os sexos e idades. Dando slide e usando pra locomoção. Lá tem a ciclovia na orla, mas de domingo a rua da praia (Ipanema e Copacabana) fecha e dá pra ficar dando rolê numa boa. Eu fui almoçar com uma amiga em Copa (tava em Ipanema) e fui de skate, numa garoinha fina, mas boa. Quando a ciclovia acaba (no Arpoador), fiz o caminho até a continuação dela tranquilamente, pela rua, sem maiores transtornos ou carros pra encher o saco (suponho que seja porque era feriado e a rua tava vazia).

Mas sim, deu vontade de morar no Rio. Lá, eu andaria de skate todo dia.

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Longboarding em Madrid

Sep 10

Quando fui pra Espanha, e inclusive comprei um long lá, meus rolês mesmo ficaram restritos a Barcelona. Em Madrid fez um tempinho meio nhé, então não andei muito.

Obviamente, esse vídeo foi feito exclusivamente para que eu me arrependesse disso.

MADRID LONGBOARD from Juan Rayos on Vimeo.

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O importante é ficar legal

Jul 9

Pra começar, vou pedindo desculpas pela falta de atualizações. Tenho motivos: pra começar, a Gabi e o Nigel aparentemente abandonaram o skate, ao menos temporariamente. Daí sobra só pra mim, que entre uns vários blogs, trabalho e – é claro – os rolês, fico sobrecarregada. Mas dá nada.

Girsl just wanna have fun

E boys também. Explico. Eu tenho andando muito de skate – menos do que gostaria, mas mais do que sempre andei. Fim de semana passo todo o tempo livre de dia andando, e sempre que dá tempo dou uma escapadinha na semana, também. Como vocês sabem, eu sou completamente noob. Sério, eu sou muito ruim. Ainda caio por coisas idiotas, ainda não completo nenhuma manobra no long, nada. Mas às vezes, só de ficar me inspirando nos vídeos legais que o Eu Amo Longboard posta na semana, a gente esquece que vídeo é edição. E que o cara pode ter tentado 39 vezes a manobra e caído, e só ter conseguido na 40ª, que obviamente é a que entrou no vídeo.

Concrete Wave Evolutions 2010 DVD – Crash Trailer from Bustin Boards on Vimeo.

Por isso, aliás, me fez bem ver esse vídeo de quedas

Ou seja, esses pros caerm, também. E daí eu percebi outra coisa: mesmo tentando e só errando, eu me divirto andando de skate. Me divirto fazendo só o que eu sei fazer. Me divirto remando e cavando, tentando fazer o manual, tentando andar no shape e falhando miseravelmente, agachando pra fazer as curvas e passando a mão no chão, indo pra frente do board e tentando me equilibrar com os dois pés juntinhos. Não preciso saber fazer grandes coisas pra me divertir.

E o negócio é se divertir, então não tem porque ficar encanando com o fato de eu não saber fazer nada. Heh. Por outro lado, não é por isso que vou parar de tentar, não. Tem uma parada que eu odeio, que é cair; mas quando você consegue fazer a parada e não cai, a sensação supera a vibe ruim de qualquer queda.

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Para os fotógrafos…

May 31

Eu não sou fotógrafa. Mas quando me arrisco, meus resultados práticos são bem melhores do que os que obtenho quando tento ser skatista.

Pois bem. A MTV lançou um joguinho em Flash viciante chamado Moment. A ideia: você é um fotógrafo de skate iniciante e precisa tirar boas fotos e conseguir vendê-las. Aí vai aperfeiçoando, vendendo por mais, comprando equipamento melhor…

É uma pena que eu já tenha tirado foto de duas sessions, fotos bem boas, e o jogo trava bem na hora da venda. Já perdi uns 300 dinheiros. Isso me desanimou e eu saí. Mas se não acontecer com você, sério, diversão garantida.

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Um vídeo belo e simples

May 28

Cruisin’ from Carolina Skate on Vimeo.

Eu sempre achei que, considerando a minha falta de habilidade pra fazer qualquer coisa no skate que não seja andar de cá pra lá, seria difícil fazer um vídeo legal de mim andando.

Esse ta aí pra provar que eu tô enganada mais uma vez. Peguei lá no euamolongboard. E espero que a chuva dê trégua no fim de semana… tem festa do Coletivo Marte, aparece lá. Não tem espaço pra andar de skate, mas tem espaço pra trocar ideia.

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iSkate

May 5

Nego é foda. Não tem onde enfiar dinheiro e quer chamar atenção. Daí compra um iPad, fura, coloca trucks e rodinhas e sai pra andar de skate usando o tablet da Apple como shape.

O pior é que até que funcionou. Mas não sei o que é pior: gastar 500 dólares num projeto de skate que não funciona ou então pagar um aparelho tão legal pra destruir ele. Cada ideia…

New iPad Test – Will It Shred? from FUEL TV on Vimeo.

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As dificuldades de andar de skate

Apr 26

Resolvi editar uns retalhos de filmagem que fiz há duas semanas. Foi no dia seguinte ao rolê do Coletivo Marte. Eu e meu irmão fomos ao Paço Municipal andar de skate, e aí eu me toquei: eu sou muito ruim.

(E eu tô falando do skate, e não da edição, mas na edição eu também sou péssima)

Desanima muito ver o que meu irmão faz no skate. Ele nunca andou de verdade, tinha brincado um pouco com skate de amigos quando era moleque. Ele sobre no long, faz parada de mão, dá varial, manual, até ollie no Ceviche sai:

Eu ando há cinco meses, religiosamente todo final de semana, e nem um olliezinho saiu ainda. Eu ainda vou pro chão só por causa de uma remada errada. Ainda tenho medo de fazer um monte de coisas. O Ceviche me derruba com a maior facilidade (mas tudo bem, esse skate em particular é meio assassino, ele derruba TODO MUNDO com a maior facilidade). E quando eu caio, caio tudo errado, me machuco inteira, um desastre. Semana retrasada rasguei minha calça preferida (mas ela ficou até estilosa).

Daí eu decidi que eu preciso me tornar uma ‘natural’ em cima do skate antes de qualquer coisa – e eu tô falando do Ceviche. Já estou muito melhor andando de street, e embora o ollie não saia, o movimento está ali, eu só preciso me soltar mais pro skate subir. E hoje eu desci pro paço pra simplesmente remar e fazer carving e pumping.

Me falta equilíbrio, me falta saber cair e me falta coragem pra tentar as coisas no skate. Decidi que só vou ter coragem e equilíbrio se tiver confiança em cima do shape. E saber cair acho que só caindo mesmo, né?

Fiquei lá no estacionamento indo de um lado pro outro, entendendo como dobrar meu joelho e balançar o corpo muda a direção do carrinho, tentando sacar o movimento que o pé tem que fazer na curva da ladeira pra roda do skate soltar e o slide sair, ficando pró na remada porque isso é o básico, eu não posso tentar nada no skate se a base dele não for absolutamente confortável pra mim.

Uma dificuldade que senti foi na própria base do Ceviche. Esse skate pode ter, pelo que eu saquei hoje, duas bases e uma terceira que é uma variação de uma delas. A saber:

Diagrama desenvolvido por mim mesma: a minha base é a 2, a do meio e a mais engessada em um skate com esse desenho. Eu estou tentando migrar para a 1, a mais versátil. Da 1, eu posso facilmente passar pra 3, que é a ideal pra conseguir fazer o slide sair.

Mas tá difícil pra cacete trocar de base. Esse tail do Ceviche é traiçoeiro. Ele leva o skatista mais experiente pro chão sem ele nem pensar duas vezes. E é nisso que eu tô tentando me aperfeiçoar antes de qualquer coisa: ganhar o domínio absoluto desse skatinho aí. E nem que eu tenha que ficar meses remando e só fazendo carving e pumping eu não vou desistir.

QUE AZAR

Daí a primeira ves que eu fui andar com o Fibretec S-Flex montadinha, o Saulo (um amigo meu que só tinha andado de skate uma vez) resolveu dropar uma rampinha lá em São Caetano.

Óbvio que eu tava mais preocupada com o que podia acontecer com ele do que com o skate, mas minhas preocupações se mostraram erradas: ele caiu mas saiu ileso, enquanto o skate voou longe, bateu na parede e o shape lascou. Juro, 15 minutos de rolê.

Vocês sugerem alguma técnica pra arrumar isso? O shape não tá inutilizável, é só uma lasquinha, mas como ele é novinho queria arrumar. Pensei em colar com cola de madeira mesmo e dar uma martelada pra madeira quebrada ‘encaixar’, mas não sei se é a melhor coisa… alguém tem experiência em consertar shapes de bambu e fibra de vidro arrebentados?

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Panamá e uma queda

Apr 9

De volta, sem fotos de skate do Panamá.

Andei pouco por lá. Acontece que não levei meu skate porque já ia trazer dois pra vender e não queria me complicar na alfândega. Comprei lá um Sector 9 Drainer e um Gravity Mini Carve 39′, e os poucos rolês que dei usei um dos dois skates.

Na cidade mesmo, correndo junto com uma avenida grande que leva de um extremo a outro da Ciudade del Panama, tem a Cinta Costeira, uma ciclovia que beira o mar e é ladeada com ladrilhos pra corrida e até quadras de esportes. Foi por lá que dei os 5 minutos de rolê que falei. O resto da cidade não é muito apta ao skate porque o trânsito é maluco – pra se ter ideia, os carros podem passar no farol vermelho se forem virar a direita e for na direção do fluxo de carros da outra via…

(Ficou confuso, mas o que importa é que o farol fica vermelho e mesmo assim eles podem passar)

De qualquer forma, lá foi muito legal. Comprei uns equipamentos baratos pra montar meu Fibretec S-Flex e coloquei tudo o resto que está lá em casa parado à venda, para pagar as compras. Junto com os skates novos e umas outras coisas – bonés, bolsas, mochilas – virou tudo um bazar lá no meu Orkut. Na boa, os preços tão ótimos. Confere e se quiser alguma peça ou alguma outra coisa, me deixa um scrap.

Amanhã, como a Gabi contou aqui embaixo, vamos dar um rolê lá na pista de São Caetano do Sul. Se tiver de bobeira, apareça pra ver a gente cair.

CAÍ!


Caí de novo e detonei o cotovelo. Detonei = ralei feio, não quebrei nem nada. Mas é que é o seguinte: durante a semana, eu fico pilhada para andar por causa dos vídeos que fico vendo (e porque é legal também, horas). Mas não rola, por falta de tempo e de espaço pra isso. Às vezes, como treino e pra matar a vontade, tiro o skate do guarda-roupa e uso pra me locomover até a estação de trem, no caminho para o trabalho.

Legal, tudo lindo. Mas aquele dia eu senti que algumas vezes tava dando umas remadas em falso, a base tava mais instável… agora lembrei que soltei os trucks e deve ser por isso, é hora de apertar. De qualquer forma, lá estava eu na reta final para a estação, remando numa rua risinha, quando por alguma motivo o skate ficou e eu fui. Cai sozinha mesmo, no centro da cidade, sem equipamento, na frente de todo mundo. Decolei de lado e ralei o cotovelo esquerdo no asfalto.

Engraçado que reparei que só um cara viu. Na visão periférica eu percebi que ele tava olhando. Eu levantei, minha dignidade ainda no asfalto, e continuei remando em direção à estação. Heh.

Essa nova queda me ensinou algumas coisas.

1. Preciso aprender a cair;

2. Eu ainda sou MUITO noob no skate. Cair sozinha assim foi ridículo.

3. Precisa de equipamento pra QUALQUER rolê, mesmo os que parecem mais bobos.

O problema é que eu to aflita com esse negócio de cair com skate porque sinto que se eu quiser evoluir no carrinho é só questão de tempo até eu me arrebentar feio, quebrar alguma coisa e tal. E eu nunca quebrei nada.

FIBRETEC S-FLEX

Pra quem não conhece, é esse aqui:

Comprei umas peças baratas no Panama e juntei com o shape que eu tinha trocado pelo Ceviche… não testei o resultado ainda (sábado e domingo são dias!), mas imagino que seja bem diferente do feel do Ceviche. Montei pensando em ficar um tempo com ele e vender – tô sem grana, não dá pra ficar com luxo.

Andando por ai

Mar 25

Faz tempo que eu não apareço aqui, é verdade. E não é por falta de andar de skate, não – pelo contrário. Nesse tempo que passei sumida aconteceram vááárias coisas. Conheci novas pistas, troquei de skate e andei até na Europa. Vamos por tópicos, como eu sempre faço…

As aventuras mediterrâneas de longboard

Então foi o seguinte: mês passado viajei a trabalho para a Espanha. Passei quatro dias em Barcelona dois em Madrid. No total, excluindo os dias em que passei trabalhando, tive duas tardes livres. E adivinhem: aproveitei pra andar de skate.

Não levei o meu carrinho, ia dar muito trabalho, mas já tava me planejando e juntando uma grana pra comprar um por lá. Lembram que eu estava em dúvida entre um Ceviche e um Dervish? Pois bem, a falta de equipamento da loja tirou minha dúvida. Só tinha o Ceviche, então fui nele mesmo. E não me arrependi.

É um skate levíssimo, de bambu, formato híbrido entre um long e um street. Flexível pra caramba, incrivelmente ágil, perfeito pro rolê que eu gosto, que é na cidade, no meio dos carros, nas calçadas, pra ir pra estação de trem ou na padaria, sabe?

E Barcelona… na boa, o cara que pensou aquela cidade era skatista, não é possível. As calçadas não têm desnível – têm rampa em TODAS as transições. Toda a cidade é amparada por ciclovias, o asfalto é um tapete de liso, as pessoas estão acostumadas com gente de skate, patins, patinete, bicicleta… vi muita gente de skate lá, de street e de long, só pra locomoção mesmo.

E foi o que eu fiz. Não tava mais com paciência de me guiar por mapa turístico, então perguntei pra que lado era a praia, subi no skate e fui. Conheci a cidade de cima do shape. Claro que tem uns problemas aí – tipo, não tirei fotos, nem sei o nome dos pontos turísticos que eu conheci. Mas acho que valeu a pena mesmo assim.

Antes, treinei um pouco a nova base (o Ceviche tem um feeling bem diferente de qualquer shape que eu já tinha andado) no Arco do Triunfo (aquele da primeira foto). Barcelona também tem um, com um parque asfaltado enorme embaixo. Lá, também encontrei outras pessoas de bike e de skate.

Pra quem jogou Tony Hawk clássico, aquele do Playstation 2, o game tem uma fase em Barcelona. Eu até fui no porto, onde no game você tem que completar umas transições em cima de uns postes… quem jogou vai reconhecer:

Na volta rolou um stress. Na minha viagem de Barcelona a Madrid eu despachei o shape e levei os trucks e as rodinhas na mochila. Como sou muito zicada, é ÓBVIO que a prancha extraviou. Muito puta da vida, comprei outro shape igualzinho em Madrid (um pouco mais barato, aliás) e montei o skate pra andar lá. Só fui receber o outro Ceviche em casa umas duas semanas depois. Coloquei à venda e acabei trocando por um Fibretec SFlex, um skate igual ao Dervish, que tá parado lá em casa. Quem sabe não consigo vender e recuperar a grana?

Radicalizando

Como a Gabi contou, tem pouco mais de uma semana nós fomos andar no Parque da Juventude, em São Bernardo. Moramos a uns 15 minutos do lugar e não conhecíamos – pra quem não sabe, o Parquer da Juventude tem, entre outras coisas, uma pista de street imensa, dessas cheia de bowls, banks e paredes legais.

Aconteceram duas coisas:

1. Tava muito cheio;
2. Olhando de longe parecia super fácil fazer tudo, mas aí chegou perto e eu pensei que jamais ia conseguir dropar naqueles bowls.

Sério, no começo eu achei que a visita tinha sido à toa. Depois, fui criando coragem e acabei me jogando nos bowls. Não foi exatamente um sucesso, porque era uma dropada interrompida – chegando do outro lado eu tinha que saltar do skate ou cairia. Mas foi bem legal. Depois acabei dando uma volta nos banks e comecei a pegar as manhas dos obstáculos de um skatepark.

Fomos também lá na ladeira do Museu do Ipiranga, mas quem vai contar sobre esse rolê vai ser a Gabi. E andei na Paulista – na calçada mesmo, de dia. Melhor do que 100% dos rolês em calçada que tem por aí, sem nenhuma dúvida, mas as pessoas ainda são meio hostis com o skate. Não trombei em ninguém, por sorte.

Próximo capítulo

Meu pai se mudou pro Panamá (isso, Panamá) em fevereiro e eu vou visitá-lo semana que vem, na Páscoa. Então teremos mais fotos da minha conquista do globo em cima do skate. Aguardem.

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A queda

Feb 8

Não é como eu não soubesse que um dia eu iria cair. Quando a gente se propõe a andar de skate, a primeira coisa que pensa é nos tombos que vai levar, no braço enfaixado, no capacete rachado. Mas é que você nunca tem a dimensão de como realmente vai ser sua primeira grande queda.

Eu já tinha caído antes. Tentando tirar ollie, da primeira vez que subi no skate ainda na minha rua. Mas foram quedas completamente inofensivas. O que aconteceu sábado foi tenso. Mas me ensinou umas duas ou três lições.

Fui andar no Parque Central, lá em Santo André, que tem uma ciclovia bem pavimentada (cheia de pedestres perdidos, é verdade, mas bem pavimentada) que circunda todo o parque (bem grande ele, por sinal), junto com o Rômulo, longboarder carioca que agora vive em Santo André e que eu conheci por causa desse blog.

Teve uma hora que ele resolveu descer uma ladeira e eu fui atrás. Acontece que depois dela tinha outra, e eu achei que conseguiria encarar duas seguidas. Não consegui. O Rômulo foi no pumping (aquela parada de dobrar os joelhos e fazer um negócio com o corpo. Me lembre de aprender isso) e eu fui em linha reta, porque não sei fazer esse negócio. O skate começou a tremer demais, já não dava mais tempo pra nada e quando eu vi que ia cair, me joguei na grama.

Eu tava muito rápida. Não sei precisar quanto, mas foi o mais rápido que já estive, sem dúvida. Rolei por cima do skate e ele por cima de mim umas três vezes, comendo grama e terra no caminho. Meu óculos quebrou, bati a testa de leve (só raspou, nada grave) e por sorte, usava capacete. Bati a lateral do corpo, a costela direita, e o ombro esquerdo. Levantei tremendo, tamanho o susto. Tou com o corpo inteiro dolorido: dói pra rir, pra tossir, pra respirar.

Como se não bastasse, eu não sai de casa com joelheira.

O Rômulo, gentil, fotografou o resultado. Desculpem, sei que é nojento

Pareço uma criança de 12 anos, com as pernas toda arrebentadas. Tô dormindo mal porque nao tem posição e não dá para mexer a perna sem sentir os efeitos colaterais doloridos. E aprendi a lição da pior maneira: nunca mais faço nada sem a joelheira, podem ter certeza.

Tinha grama até na minha orelha, e eu só fui encontrá-la uma meia hora depois.

Se você fosse fazer freeride na cidade

E quisesse aprender a fazer uma firulas: fingerflips, manuals, 180s e crosstepping. Você…

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…compraria um Dervish…

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…ou um Ceviche?

Opiniões nos comentários. Grata!

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