Essa foto nem é do Rio mas eu queria ilustrar o post e tal. E eu curti essa foto. A real é que fui pro Rio no feriado e, óbvio, levei o long. Lá muito mais gente anda de longboard do que aqui. Ninguém estranha o tamanho do skate como estranha em São Paulo. E tem gente de todo tipo andando de long, de todos os sexos e idades. Dando slide e usando pra locomoção. Lá tem a ciclovia na orla, mas de domingo a rua da praia (Ipanema e Copacabana) fecha e dá pra ficar dando rolê numa boa. Eu fui almoçar com uma amiga em Copa (tava em Ipanema) e fui de skate, numa garoinha fina, mas boa. Quando a ciclovia acaba (no Arpoador), fiz o caminho até a continuação dela tranquilamente, pela rua, sem maiores transtornos ou carros pra encher o saco (suponho que seja porque era feriado e a rua tava vazia).
Mas sim, deu vontade de morar no Rio. Lá, eu andaria de skate todo dia.
Quando fui pra Espanha, e inclusive comprei um long lá, meus rolês mesmo ficaram restritos a Barcelona. Em Madrid fez um tempinho meio nhé, então não andei muito.
Obviamente, esse vídeo foi feito exclusivamente para que eu me arrependesse disso.
Pra começar, vou pedindo desculpas pela falta de atualizações. Tenho motivos: pra começar, a Gabi e o Nigel aparentemente abandonaram o skate, ao menos temporariamente. Daí sobra só pra mim, que entre uns vários blogs, trabalho e – é claro – os rolês, fico sobrecarregada. Mas dá nada.
Girsl just wanna have fun
E boys também. Explico. Eu tenho andando muito de skate – menos do que gostaria, mas mais do que sempre andei. Fim de semana passo todo o tempo livre de dia andando, e sempre que dá tempo dou uma escapadinha na semana, também. Como vocês sabem, eu sou completamente noob. Sério, eu sou muito ruim. Ainda caio por coisas idiotas, ainda não completo nenhuma manobra no long, nada. Mas às vezes, só de ficar me inspirando nos vídeos legais que o Eu Amo Longboard posta na semana, a gente esquece que vídeo é edição. E que o cara pode ter tentado 39 vezes a manobra e caído, e só ter conseguido na 40ª, que obviamente é a que entrou no vídeo.
Por isso, aliás, me fez bem ver esse vídeo de quedas
Ou seja, esses pros caerm, também. E daí eu percebi outra coisa: mesmo tentando e só errando, eu me divirto andando de skate. Me divirto fazendo só o que eu sei fazer. Me divirto remando e cavando, tentando fazer o manual, tentando andar no shape e falhando miseravelmente, agachando pra fazer as curvas e passando a mão no chão, indo pra frente do board e tentando me equilibrar com os dois pés juntinhos. Não preciso saber fazer grandes coisas pra me divertir.
E o negócio é se divertir, então não tem porque ficar encanando com o fato de eu não saber fazer nada. Heh. Por outro lado, não é por isso que vou parar de tentar, não. Tem uma parada que eu odeio, que é cair; mas quando você consegue fazer a parada e não cai, a sensação supera a vibe ruim de qualquer queda.
Eu não sou fotógrafa. Mas quando me arrisco, meus resultados práticos são bem melhores do que os que obtenho quando tento ser skatista.
Pois bem. A MTV lançou um joguinho em Flash viciante chamado Moment. A ideia: você é um fotógrafo de skate iniciante e precisa tirar boas fotos e conseguir vendê-las. Aí vai aperfeiçoando, vendendo por mais, comprando equipamento melhor…
É uma pena que eu já tenha tirado foto de duas sessions, fotos bem boas, e o jogo trava bem na hora da venda. Já perdi uns 300 dinheiros. Isso me desanimou e eu saí. Mas se não acontecer com você, sério, diversão garantida.
Eu sempre achei que, considerando a minha falta de habilidade pra fazer qualquer coisa no skate que não seja andar de cá pra lá, seria difícil fazer um vídeo legal de mim andando.
Esse ta aí pra provar que eu tô enganada mais uma vez. Peguei lá no euamolongboard. E espero que a chuva dê trégua no fim de semana… tem festa do Coletivo Marte, aparece lá. Não tem espaço pra andar de skate, mas tem espaço pra trocar ideia.
Nego é foda. Não tem onde enfiar dinheiro e quer chamar atenção. Daí compra um iPad, fura, coloca trucks e rodinhas e sai pra andar de skate usando o tablet da Apple como shape.
O pior é que até que funcionou. Mas não sei o que é pior: gastar 500 dólares num projeto de skate que não funciona ou então pagar um aparelho tão legal pra destruir ele. Cada ideia…
Resolvi editar uns retalhos de filmagem que fiz há duas semanas. Foi no dia seguinte ao rolê do Coletivo Marte. Eu e meu irmão fomos ao Paço Municipal andar de skate, e aí eu me toquei: eu sou muito ruim.
(E eu tô falando do skate, e não da edição, mas na edição eu também sou péssima)
Desanima muito ver o que meu irmão faz no skate. Ele nunca andou de verdade, tinha brincado um pouco com skate de amigos quando era moleque. Ele sobre no long, faz parada de mão, dá varial, manual, até ollie no Ceviche sai:
Eu ando há cinco meses, religiosamente todo final de semana, e nem um olliezinho saiu ainda. Eu ainda vou pro chão só por causa de uma remada errada. Ainda tenho medo de fazer um monte de coisas. O Ceviche me derruba com a maior facilidade (mas tudo bem, esse skate em particular é meio assassino, ele derruba TODO MUNDO com a maior facilidade). E quando eu caio, caio tudo errado, me machuco inteira, um desastre. Semana retrasada rasguei minha calça preferida (mas ela ficou até estilosa).
Daí eu decidi que eu preciso me tornar uma ‘natural’ em cima do skate antes de qualquer coisa – e eu tô falando do Ceviche. Já estou muito melhor andando de street, e embora o ollie não saia, o movimento está ali, eu só preciso me soltar mais pro skate subir. E hoje eu desci pro paço pra simplesmente remar e fazer carving e pumping.
Me falta equilíbrio, me falta saber cair e me falta coragem pra tentar as coisas no skate. Decidi que só vou ter coragem e equilíbrio se tiver confiança em cima do shape. E saber cair acho que só caindo mesmo, né?
Fiquei lá no estacionamento indo de um lado pro outro, entendendo como dobrar meu joelho e balançar o corpo muda a direção do carrinho, tentando sacar o movimento que o pé tem que fazer na curva da ladeira pra roda do skate soltar e o slide sair, ficando pró na remada porque isso é o básico, eu não posso tentar nada no skate se a base dele não for absolutamente confortável pra mim.
Uma dificuldade que senti foi na própria base do Ceviche. Esse skate pode ter, pelo que eu saquei hoje, duas bases e uma terceira que é uma variação de uma delas. A saber:
Diagrama desenvolvido por mim mesma: a minha base é a 2, a do meio e a mais engessada em um skate com esse desenho. Eu estou tentando migrar para a 1, a mais versátil. Da 1, eu posso facilmente passar pra 3, que é a ideal pra conseguir fazer o slide sair.
Mas tá difícil pra cacete trocar de base. Esse tail do Ceviche é traiçoeiro. Ele leva o skatista mais experiente pro chão sem ele nem pensar duas vezes. E é nisso que eu tô tentando me aperfeiçoar antes de qualquer coisa: ganhar o domínio absoluto desse skatinho aí. E nem que eu tenha que ficar meses remando e só fazendo carving e pumping eu não vou desistir.
QUE AZAR
Daí a primeira ves que eu fui andar com o Fibretec S-Flex montadinha, o Saulo (um amigo meu que só tinha andado de skate uma vez) resolveu dropar uma rampinha lá em São Caetano.
Óbvio que eu tava mais preocupada com o que podia acontecer com ele do que com o skate, mas minhas preocupações se mostraram erradas: ele caiu mas saiu ileso, enquanto o skate voou longe, bateu na parede e o shape lascou. Juro, 15 minutos de rolê.
Vocês sugerem alguma técnica pra arrumar isso? O shape não tá inutilizável, é só uma lasquinha, mas como ele é novinho queria arrumar. Pensei em colar com cola de madeira mesmo e dar uma martelada pra madeira quebrada ‘encaixar’, mas não sei se é a melhor coisa… alguém tem experiência em consertar shapes de bambu e fibra de vidro arrebentados?
Bom, o rolê de sábado foi animal! andei, pulei e conheci dois leitores, o Alan e o Roberto! Obrigada por terem ido, meninos, foi muito legal!
A pista de São Caetano é ótima, tem partes pra quem já é pro, mas também tem uns espaços onde gente como eu pode aprender! E também tem muita gente lá disposta a ensinar. Mas meu ollie ainda não sai! hahaha vou continuar nesta saga!
O El Paso tocando, e eu usando o skate da Ana de grua pra filmar!
Recomendo muito o lugar! O dia também tava lindo, frio com sol, e foi muito legal ficar andando por lá ouvindo as bandas! Mó clima Tony Hawk! Pelo que sei, rolam shows direto por lá, então quem quiser aparecer é só torcer pra encontrar alguma banda legal tocando.
Fiquei treinando mais a descida mesmo, e só no finzinho da tarde acho que tive algum progresso. Mas só na próxima vez vou conseguir perceber melhor isso.
Obrigada de novo aos meninos que foram! E logo menos aviso por aqui o nosso rolê desse fim de semana. Quem estiver pelo ABC de bobeira, vamos nos encontrar!
Andei pouco por lá. Acontece que não levei meu skate porque já ia trazer dois pra vender e não queria me complicar na alfândega. Comprei lá um Sector 9 Drainer e um Gravity Mini Carve 39′, e os poucos rolês que dei usei um dos dois skates.
Na cidade mesmo, correndo junto com uma avenida grande que leva de um extremo a outro da Ciudade del Panama, tem a Cinta Costeira, uma ciclovia que beira o mar e é ladeada com ladrilhos pra corrida e até quadras de esportes. Foi por lá que dei os 5 minutos de rolê que falei. O resto da cidade não é muito apta ao skate porque o trânsito é maluco – pra se ter ideia, os carros podem passar no farol vermelho se forem virar a direita e for na direção do fluxo de carros da outra via…
(Ficou confuso, mas o que importa é que o farol fica vermelho e mesmo assim eles podem passar)
De qualquer forma, lá foi muito legal. Comprei uns equipamentos baratos pra montar meu Fibretec S-Flex e coloquei tudo o resto que está lá em casa parado à venda, para pagar as compras. Junto com os skates novos e umas outras coisas – bonés, bolsas, mochilas – virou tudo um bazar lá no meu Orkut. Na boa, os preços tão ótimos. Confere e se quiser alguma peça ou alguma outra coisa, me deixa um scrap.
Caí de novo e detonei o cotovelo. Detonei = ralei feio, não quebrei nem nada. Mas é que é o seguinte: durante a semana, eu fico pilhada para andar por causa dos vídeos que fico vendo (e porque é legal também, horas). Mas não rola, por falta de tempo e de espaço pra isso. Às vezes, como treino e pra matar a vontade, tiro o skate do guarda-roupa e uso pra me locomover até a estação de trem, no caminho para o trabalho.
Legal, tudo lindo. Mas aquele dia eu senti que algumas vezes tava dando umas remadas em falso, a base tava mais instável… agora lembrei que soltei os trucks e deve ser por isso, é hora de apertar. De qualquer forma, lá estava eu na reta final para a estação, remando numa rua risinha, quando por alguma motivo o skate ficou e eu fui. Cai sozinha mesmo, no centro da cidade, sem equipamento, na frente de todo mundo. Decolei de lado e ralei o cotovelo esquerdo no asfalto.
Engraçado que reparei que só um cara viu. Na visão periférica eu percebi que ele tava olhando. Eu levantei, minha dignidade ainda no asfalto, e continuei remando em direção à estação. Heh.
Essa nova queda me ensinou algumas coisas.
1. Preciso aprender a cair;
2. Eu ainda sou MUITO noob no skate. Cair sozinha assim foi ridículo.
3. Precisa de equipamento pra QUALQUER rolê, mesmo os que parecem mais bobos.
O problema é que eu to aflita com esse negócio de cair com skate porque sinto que se eu quiser evoluir no carrinho é só questão de tempo até eu me arrebentar feio, quebrar alguma coisa e tal. E eu nunca quebrei nada.
FIBRETEC S-FLEX
Pra quem não conhece, é esse aqui:
Comprei umas peças baratas no Panama e juntei com o shape que eu tinha trocado pelo Ceviche… não testei o resultado ainda (sábado e domingo são dias!), mas imagino que seja bem diferente do feel do Ceviche. Montei pensando em ficar um tempo com ele e vender – tô sem grana, não dá pra ficar com luxo.
Sei que tô devendo vários posts, mas mudei de emprego e minha vida ficou uma confusão!
Maaaas quem quiser ouvir nossas histórias ao vivo, estamos apoiando um festival independente que vai rolar amanhã em São Caetano. Tô ligada que tem uma galera do ABC que passa por aqui de vez em quando, então que tal aproveitarmos pra gente se conhecer?
Esse sábado (10 de abril) rola a segunda edição da Festa Marte! Quem não foi na primeira edição, confere aqui um vídeo mostrando o clima da festa!
O Coletivo Marte é organizado totalmente de forma independete, e só com artistas do ABC pra mostrar que existe sim uma cena artística na nossa região! Vai rolar show de três bandas muito fodas (de verdade, não é porque conheço não! hahaha), exposição de arte e eu e a Ana dando uns rolês na pistinha de São Caetano, que pra quem não conhece, é bem legal! E tudo de graça! Do meio dia às 18h!
Pra quem não conhece, a pista de São Caetano fica do lado da estação São Caetano da CPTM. É bem fácil de ir pra quem é de São Paulo também, só pegar trem na estação Luz, linha 10 – Turquesa, com destino a Rio Grande da Serra. Não dá nem 20 minutos de trem! Não sei se tem regras, mas aconselho levar capacete pra garantir!
Quem quiser conferir se o trabalho vale a pena, coloquei link dos artistas nos nomes, só clicar!
Ah! esqueci de avisar que durante os shows, o @euamotubaina vai ser o nosso dj!
Também vai rolar bazar da LitterBox, uma marca de roupas só pra meninas, com temática punk rock!
Quem quiser encontrar a gente, só colar lá!
Se quiserem telefone pra se organizar, mandem e-mail pra mim (gabrielahesz@gmail.com)
obs: tô pensando em avisar sobre nossos rolês aqui antes, pra gente poder se encontrar! o que vocês acham?
EDIT: O @LuisIV manda avisar que menor de 18 anos precisa de carteirinha pra poder andar na pista!Aqui tem mais informações. Aliás, vimos um evento legal que vai rolar lá também no domingo, mais infos no blog das meninas do Skate Feminino.
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