Los Hermanos, 15 anos

Mais um especial de infografia que me consumiu a semana inteira e que justifica a ausência por aqui. Novamente publicado no G1, com ilustras sensacionais de Dalton Soares e Elvis Martuchelli. Cliquem aqui para navegar pela história da banda ao longo desses anos.

OBS: Como brinde, deixo abaixo a versão de Cícero para minha música predileta do grupo, “Conversa de Botas Batidas”, presente na coletânea de covers “Re-Trato musicoteca Los Hermanos”. Ele enfiou Drummond ali no meio e teve a manha de deixá-la ainda mais tocante.

 

‘Shut Up and Play The Hits’, o doc sobre o fim do LCD Soundsystem

Breve, num Torrent perto de você. Estreia no festival de Sundance, em 22 de janeiro, o filme sobre a despedida da melhor banda que já vi ao vivo (comprovado nas duas vezes que os assisti, uma em Los Angeles e outra em SP). Pelo o que dá para sentir no trailer abaixo, o filme mostra o último dia do grupo, desde o despertar ao lado do líder James Murphy, até os bastidores do último show em abril do ano passado, no Madison Square Garden.

“If it’s a funeral… let’s have the best funeral ever”

 

Os meus videoclipes de 2011

10) Florence + The Machine – “No Light, No Light”

Religioso, dramático, teatral, macumba… Enfim, é a cara de Florence esse épico dirigido por Arni & Kinsk. Momento favorito: a queda ao ar livre a partir de 2:55.

9) Thiago Petit – “Não Se Vá”

Existe amor em SP, e no Minhocão. É o que mostra Vincent Moon (o francês do LaBlogotheque) nesse belo clipe dirigido para a música mais bela de Pethit. Momento favorito: o grupo de amigos do cantor fazendo coro a partir de 3:17.

8 ) The Vaccines – “Wetsuit Instagram Video”

Momentos felizes capturados pelos filtros do Instagram durante os festivais de verão em que o The Vaccines tocou. Ideia simples e oportuna de Poppy De Villeneuve. Momento favorito: quando a banda entra em 3:07

7) Tyler The Creator – “Yonkers”

Não acredito no hype do Odd Future, mas Tyler The Creator é um performer (nojento) de primeira, algo que o clipe de Wolf Haley capturou com perfeição. Momento favorito: o final, é claro, aos 2:35

6) Katy Perry – “Last Friday Night”

Katy Perry é brega e essa música é ridícula. E justamente por não levá-la a sério que ela fez o clipe mais divertido do ano: de estética sessão da tarde e que reúne os piores ícones culturais dos anos 1980 e 1990. Momento favorito: Kenny G solando no teto da garagem, com o Hanson tocando embaixo, no jardim.

5) Lady Gaga – “You and I” (versão Chrome)

Gaga ressuscitou o videoclipe comercial e superproduzido há dois anos, mas ficou presa a esse formato. O Google, por meio de uma campanha do Chrome que foca na relação que ela tem com os fãs nas redes sociais, mostrou que a artista não precisa de vídeos de 10 minutos para fazer um estrago na web. Momento favorito: o slogan “the web is what you make it”, ao 1:25

4) A Banda Mais Bonita da Cidade – “Oração”

O trabalho de Vinícius Nisi dispensa apresentações. Ele simplesmente atraiu 8 milhões de cliques para o vídeo de um mantra de 6 minutos, gravado todo em plano-sequência e cuja câmera não treme numa descida de escada. Momento favorito: o giro da câmera em 2:45, que abre para a roda de amigos na sala de estar.

3) Radiohead – “Lotus Flower”

O “Single Ladies” indie. Primor de videoclipe orquestrado pelo coreógrafo Wayne McGregor e pelo diretor Garth Jennings. Mas quem estou enganando? Os méritos são todos de Thom Yorke.

2) Is Tropical – “The Greeks”

O que passa pelas cabeças dos meninos quando estes são brincando de polícia e ladrão. Por meio de grafismos, arte e intervenções, o coletivo Megaforce fez o melhor clipe gringo do ano (pois é, gringo). E não venham falar de politicamente incorreto por aqui: quem já brincou de Rambo na infância já imaginou coisa bem pior do que isso. Momento favorito: o tiroteio tarantinesco a partir de 1:27

1) Marcelo Jeneci – “Felicidade”

Link enviado pelo amor de sua vida é bem mais gostoso. Ainda mais quando se trata do clipe de uma das melhores músicas do ano. Para gravar “Felicidade”, Lucas Cirillo foi até Sairé, no Agreste de Pernambuco, para retratar Jeneci ao lado de seus (orgulhosos) familiares. “Felicidade é só questão de ser”, prega o cantor na faixa. E o vídeo mostra diversas situações simples e gostosas em que essa frase é a mais pura verdade. Momento favorito: o reencontro com a família em 2:40.

Entrevista com Ladytron

Inaugura nesta quinta-feira (17), em São Paulo, uma nova casa de espetáculos, o Cine Joia. O local no bairro da Liberdade, que antigamente abrigava um cinema, chamou para a sua estreia o Ladytron, importante grupo de new wave e electro pop que já recebeu do produtor Brian Eno (U2 e Coldplay) o título de “o melhor da música pop inglesa”.

Além da capital paulista, o grupo ainda tocará no Rio (dia 18, no Vivo Rio) e em Belo Horizonte (19, no Grande Teatro Do Palacio Das Artes). Será o retorno deles ao país depois de cinco anos. “Foi extremamente tarde e durante uma tempestade. Fora isso, lembro de ter me divertido muito”, ri Daniel Hunt, tecladista, guitarrista e vocalista do Ladytron, sobre a apresentação do grupo no festival Nokia Trends de 2006.

O quarteto de Liverpool (sério) lançou recentemente “Gravity the seducer”, seu quinto álbum de estúdio. O trabalho, cujo single “Ace of Hz” entrou na trilha do game “Fifa”, não deve permear a apresentação dos shows no Brasil. Segundo Hunt, a banda fará um apanhado de todos os álbuns anteriores, incluindo o cultuado “Light & magic” (2002), dos singles “Seventeen” e “Blue jeans”.

“Será uma combinação, como sempre. Mas, no futuro, talvez façamos shows de álbuns completos”, adianta Hunt, que não vê com bons olhos o cenário eletrônico atual, em especial a maneira como os principais artistas pop “se apropriaram” dele nos últimos anos. “A eletrônica está tão saturada que está ficando sem valor algum”, ataca.

O músico também é produtor musical e, recentemente, trabalha no primeiro disco solo de Marina Vello, ex-Bonde do Rolê que atualmente atende pelo nome de Marina Gasolina. Os bastidores da produção podem ser vistos na websérie “The producers”, da Red Bull.

Fora esse trabalho, Hunt tem uma forte ligação com o Brasil. Na entrevista, por exemplo, diz ser fã do cinema nacional, em especial dos filmes do personagem Zé do Caixão. “Não vi o último dele ainda [‘Encarnação do demônio’], há muita coisa boa no cinema de vocês. O que me apresentam mais são trabalhos antigos, como ‘Macunaíma’ e ‘Terra em transe’”.

Quem o mostra esses trabalhos é sua namorada brasileira, com quem está prestes a se casar. Perguntado sobre o que mais aprendeu da cultura nacional, Hunt prefere responder no melhor estilo do humor britânico. “Aprendi bastante coisa e, de acordo com os meus amigos daqui, talvez até demais”.

* Publicado no G1

Especial Rock in Rio (G1)

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