Rio x SP em miniaturas

Tilt Shift, além de um nome engraçado, é uma trabalhosa técnica fotográfica (não me peçam detalhes) em que imagens reais ganham a ilusão de maquetes e pessoas se tornam bonequinhos. Nesta semana, Jarbas Agnelli e Keith Loutit fizeram um trabalhoso belíssimo com essa técnica para mostrar o carnaval carioca. Confiram.

Logo após ver o vídeo, relembrei de um outro trabalho de Tilt Shift, mas feito em 2010, e que tinha São Paulo como pano de fundo.

E aí, qual cidade fica melhor em miniatura?

 

 

Woody Allen e sua máquina de escrever

E esse trecho do documentário “Woody Allen: a documentay”, que foi exibido na TV americana (PBS) em novembro passado? Nele, o cineasta mostra onde é seu cantinho de criação e exibe sua máquina de escrever, comprada quando tinha 16 anos (ou seja, tem 60 anos a bichinha). Vi este material lá no The Culturist.

O melhor do vídeo é quando o documentarista pergunta para a Woody como é que ele faz o recorta e cola. Divertidíssima a solução do diretor.

I bought this when I was 16. Still works like a tank, it’s a German typewriter and it’s an Olympia portable. I’ve had it my whole life, it cost me 40 dollars I think. The guy told me it would be around long after my death.

PS: O doc pode ser visto na íntegra no site da PBS. Quer dizer, apenas os americanos têm essa oportunidade. Pro resto do mundo, como a gente, é só procurar no torrent por “American Masters Woody Allen A Documentary”.

 

Entrevista Laurie Holden (The Walking Dead)

Depois da calmaria, a tormenta. Esse é o clima do retorno de “The walking dead” de acordo com Laurie Holden, a intérprete de Andrea na aclamada série de zumbis. Após um começo de 2ª temporada marcado pela pasmaceira e conflitos psicológicos, os novos episódios que estreiam no Brasil nesta terça-feira (às 22h, no canal a cabo Fox) prometem, nas palavras da atriz, “um drama muito mais brutal”.

“Um ou dois personagens centrais vão morrer e partir o seu coração. Não existe segurança por aqui, nosso programa não tem disso. Só espero que um dos escolhidos não seja eu”, ri a atriz de 39 anos, em entrevista por telefone ao G1.

O segundo ano de “The walking dead” foi dividido em duas fases: a primeira, com sete episódios, acabou no final de novembro. A segunda iniciou no último domingo (12) nos EUA e traz uma leva de mais seis capítulos para fechar um total de 13.

O final da parte 1 encerrou brutalmente um arco que se construiu lentamente: o  desaparecimento da menina Sophia (Madison Lintz). No caso, descobriu-se que a garota, já morta-viva, estava escondida no celeiro de zumbis (quem não assiste não vai entender isso) da família Greene, deixando no ar o futuro do grupo de sobreviventes, cada vez mais dividido entre o idealista Rick (Andrew Lincoln) e o descrente Shane (Jon Bernthal).

“Há muitas questões a serem levantadas depois deste final. A família dos fazendeiros sabia dela lá, por exemplo? São questões de confiança”, comenta. “Temos agora um drama brutal, muito mais impactante que a 1ª parte, que foi mais focada no desenvolvimento dos personagens”, resume.

Andrea é o melhor exemplo de personagem que cresceu do primeiro para o segundo ano e Laurie reconhece isso. “Adoro a minha personagem! Ela não é agradável, é invejosa, mas também é tridimensional, como ela poderia ser feliz?”, argumenta, sobre o fato de Andrea não ser muito popular entre os fãs da série.

“Trata-se da jornada de uma mulher que não sabia se proteger e virou uma líder. Ela teve de matar zumbis, dar um tiro na cabeça da irmã e anda por aí com a arma do pai. Gosto do quanto ela agora me exige fisicamente”, diz a atriz, que aproveita para comentar também a possível relação amorosa entre Andrea e o policial Shane. “São pessoas que perderam tudo, que ficaram isoladas, e isso os atrai. Ela também quer ser uma guerreira como ele. Fora que Shane é um macho alfa bom para os olhos”, brinca.

Apesar de ter batido recordes de audiência na 2ª temporada, “The walking dead” sofreu uma baixa considerável antes mesmo dela estrear: a saída de Frank Darabont, produtor-executivo que dirigia, escrevia e comandava com rédea curta a produção. Como ele esteve envolvido nos primeiros oito episódios do 2º ano, manteve-se o ritmo lento e filosófico da 1ª temporada.

“A saída dele foi devastadora, era o nosso padrinho. Mas posso ser sincera? Sua saída foi boa, porque estávamos em um período de ajustes. O novo cara que entrou entende muito bem a HQ original, o que é ótimo. O bom de nosso show é que ele é coletivo, trabalhamos todos juntos em um calor forte de 40º na Geórgia. Esses novos episódios não trarão muita diferença em termos de produção, mas o resto… Só digo que eles vão explodir algumas cabeças”, diverte-se ela, enquanto explica sua teoria para o sucesso do seriado, já renovado para uma 3ª temporada.

“Os zumbis são uma metáfora dos nossos medos: do medo da crise econômica, das bombas nucleares… As pessoas se identificam com o que pode acontecer depois que o mundo acaba”.

De acordo com a atriz, a gravação dos episódios é exaustiva, fisicamente e psicologicamente. Uma das estratégias do elenco para amenizar o clima, revela, é colocar músicas nos intervalos das gravações. O hit, adivinhem, é “Thriller”, de Michael Jackson. “É uma música ótima para melhorar a nossa energia”, ri.

* Matéria publicada no G1