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Missa Luba

Sunday, July 26th, 2009

lubamissa1

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*ATENÇÃO: Aqui está disponibilizado o lado B deste disco, ou seja, somente a Missa.

1-Kyrie (02:00)

2-Gloria (02:36)

3- Credo (04:00)

4- Sanctus (01:33)

5- Benedictus (00:51)

6- Agnus Dei (01:50)

“A ” Missa Bantu” (registrada em lp Philips, SLP 9.184, edição no Brasil de maio de 1969) com suas melodias puras, rica e límpida cadência, revelou-se logo como um sucesso absoluto por haver tão bem apreendido o espírito africano. Três anos, o padre Belga Guido Haazen, ao chegar ao então Congo Belga (hoje país independente) ficou impressionado com o profundo sentimento musical do povo e já no ano seguinte criaria um grupo vocal intitulado ” Os Trovadores do Rei Baudoin”, formado por meninos com idades variáveis de 9 a 14 e com o qual viria a desenvolver a ” Missa Luba”, cantada em autêntico estilo congolês, incluindo ainda canções folclóricas.

Após o grupo viajar pela Europa em 1958, a ” Missa Luba” tornou-se conhecida em todo o mundo, principalmente pelo registro feito pela Philips (SLP-9115, edição no Brasil em 1967). Em termos latino-americanos, o compositor Ariel Ramirez, compôs na Argentina a ” Missa Criolla” (edição Philips, SLP 9.167), que interpretado pelo Coro da Basílica del Socorro e tendo por solistas o grupo Los Fronteirizos, trouxe para a realidade hispano-americana, as palavras de Cristo, compondo uma missa cantada baseada em motivos puramente folclóricos, no que recebeu estímulo e orientação das autoridades religiosas.”Enclopédia Delta Junior


“Foi como se estivesse no meu próprio parto….quer dizer….o de minha mãe….”Gilberto Gil

“Hailed by Stanley Kubrick as “Absolutely, one of the great films”, Lindsay Anderson’s stylish, surrealistic, uncompromising and confrontational film IF… encapsulated the revolutionary atmosphere of the sixties; and four decades on has lost none of it’s power to astonish and provoke. Malcolm McDowell (of whom IF… made a star), suggested the bewitching, other-worldly music of ‘Sanctus’ from the “Missa Luba”, a version of the Latin Mass based on traditional Congolese songs, which establishes the film’s very particular atmosphere. IF… captured the public’s imagination beyond anyones expectation and the memorable ‘Sanctus’ subsequently became a chart hit (“I couldn¹t believe it” recalled McDowell). Les Troubadours du Roi Baudouin, a choir, with percussion section, consisting of about 45 boys from 9 to 14 years old, and 15 teachers were formed by Father Haazen. The “Missa Luba” is pure Congolese. It is completely void of any modern, western musical influences. None of it is written. Certain rhythms, harmonies and embellishments are spontaneous improvisations.”NY Times


“Me piace moltíssimo, peró credo d’essere l’espressione  de qualche repressione fondamentale…”Pier Paolo Pasolini


“When we were young we used to listen to some fucked up shit called Missa Luba while we dropped some acid in our spiritual system, you know? I remember that time we used to rehearse in the forest, even in the rainy season. “Perry Farrell


“Quando o Animal Collective escutar isso, sai debaixo…”Jacques Morelembaum

Resenha – Wilco : “Wilco” (2009)

Wednesday, July 1st, 2009
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1- Wilco The Song – Começoucaralho! Pianinho….guitarrinha Robert Fripp……LADIES AND GENTLEMAN, MR DAVID BOW… BON JOVI!!???? Caralho, que que o Bon Jovi ta fazendo aqui??? Enfim, vamo nessa..nao é problema meu….a música ta bacana…que levadinha agradável… pontezinha…refrão…wilco? wilco? Calma, galera..autocitação desse porte, só pra quem ja fez um sgt.peppers…nao pegou bem. Parte C…sinos…é…sinos…sei lá..ninguem notou, vamo passar batido nessa… wilco…wilco….q merda…AE PORRA, VOLTOU PRA LEVADINHA….que guitarrinha enferrujada! tá massa… droga, chegou o bon jovi de novo…. bem, essa vai levar um 7,7.

2- Deeper Down – Começou… violãozinho…. vocalzinho nescafé…acordando de manhã….suéter… parou…recomeçou…slide…que bonito…bateria rufando de leve…tem bom gosto ….que slidezinho gostoso… mas a melodia não tem nada demais. Nossa…bacana essa parte C instrumental…talento, talento! Tomara que o vocalista nao volte nunca mais! Deixa assim..deixa assim! É, voltou….um clima meio Morricone, de leve…mas esse vocal sony entertainment television não dá. Meu deus, denovo aquela parte C…é coisa de Beatles, isso! Bom demais. Bem, ficamos assim: instrumental excelente, melodia vocal razoável, vocal sem graça. Leva um 7,8.

3- One Wing (feat. Bon Jovi) – guitarrinha….vocal emocionado…vibe grey’s anatomy … “escute aqui…eu te amo…nao importa o que eles dizem!” … bateria…nao, bateria ficou…. voltou…saquei. Continua…ja saquei, agora quero o refrão. Pronto, consolidou a bateria depois de algumas tentativas. Tá fraco…e acho q nem refrão vai ter. Tradição wilker. Parou…guitarrinha…meu deus, essa guitarra é o disco todo. Ta bom , isso. Solinho… tem inspiração… mas eu sei que vai voltar pra pasmaceira, nao adianta criar falsas ilusões… ih! voltou pra melodia com voz dobrada…essa é a cena em que a mulher sai do hospital pra chorar, em camera lenta…e do nada aparece o doutorzão pra virá-la e dizer “eu tambem te amo, droga!” e tascar um beijão. Nota 6.

4- Bull Black Nova – começou..levadinha “I can hear the heart beating as one” … vocal um pouco diferente, gostei… mas a levada vai indo…indo… vamo precisar de alguma coisa aqui, hein? Vamo, guitarrista….isso! ISSO! CA-GANCANCAN! Massa… ta parecendo uma musicas das piores do “New Adventures in hi-fi” (saudades do REM…). Boa essa parte em que o vocalista nao faz nada (novidade…) parte C….só guitarra…deixa com ele..poe na mao dele que ele resolve! Assim tá jóia…mas melodia vocal é o fraco dessa bandinha, hein? Liga pro Frank Black, pede umas dicas http://www.youtube.com/watch?v=TOG9hWuiJ2c …sei lá… ih a lá..voltou pro mesmo, só que com mais angustiazinha…tá massa…agora no final é só uma sonicyoutheira sem coragem de extrapolar de verdade. Leva um 7,8.

5- You and I – começou…violão…levadinha simples…pqp esse vocal é muito xexelento… mas a melodia até que tá melhor…pqp, ridículo esse backing vocal… refrão…que inspiração hein? Tá fraco..tá fraco… um tecladinho meia-boca por trás….essa nem o guitarrista vai salvar…ih, parte C! BON JOVI DE NOVO! Pqp…pq nao chamaram outro convidado especial? Nao entendo… tá fraca essa porra, vou pasar pra frente. Leva um 4.

6- You Never Know – PA PA PA We told bout the strawb…. não..é outra coisa… pianinho…gosto desse pianinho… olha só…a melodia tá vindo com vontade…acordou de pau duro nessa! É, porra..atitude… gosto de letras sobre generations..gosto. Uhhhh…backing vocal…pianinho…ei…perai…eu ja ouvi isso antes! Mas isso é JORGE! Que cara de pau….coisa feia, Wilco…coisa feia….bem, é melhor imitar algo foda do que confiar na própria falta de talento. Tá jóia, caminha pra ser a melhor do disco. Que ironia… vamo lá…solinho de guita..LADIES AND GENTLEMAN, MR. GEORGE HARRISON…uhhhhh….é ele mesmo! Que foda! HAHAHAHAHAHAH até a peum-peum-peum o guitarrista imitou. Ai ai… leva um 8,2 e uma bronca.

7- Country Desappeared (feat. Bon Jovi) – pléeeim….ih, voltou a pasmaceira….baladinha, baladinha….belo som de caixa, hein? Curti. Olha lá…emoção…emoção….ooonnn….. bonitinho, hein? Mas vai ser só isso e eu nao to aqui pra isso. Nota 5.

8- Solitaire (feat. Bon Jovi) – violãozinho…olha só…que bela melodia…coisa de Elliot Smith…nossa..farfisazinha “Orchid”, só falta o Ozzy com uma letra constrangedora…mas não…entrou o Bon Jovi de novo…a melodia nao compromete, mas nao fascina. Vamo levar isso, dá pra chegar num 8…só peço um refrão. Fez a curva…pra lá, pra cá e nada….solinho com e-bow… que manha…esse guitarrista é o cara! Boa musica, 7,9.

9- I’ll Fight – começou…que beleza…tem melodia…ÓIA SÓ…isso tem cheiro de hit…letra de hit…só falta refrão de hit…vamo lá, Wilco! AGORA VAI! O PRIMEIRO HIT DA CARREIRA, VAMO PORRA!! Refrão: é… sei lá…nao sei se foi dessa vez…volta pro começo que é melhor. Voltou…que bela levadinha…vai ser a melhor do disco. Esse guitarrista, vou te contar, ouviu muito Jorge pra gravar esse disco. Belíssimos esses arranjos de violão, coisa fina. É boa esse mini-suspense antes do refrão. Pena que o refrão nao ajuda. E esse cara tem que parar de usar esse truque de dobrar a voz nas ultimas estrofes. Já usou isso em 7 músicas. Economiza, porra! Vai levar um 8,3.

10- Sunny Feeling (feat. Bon Jovi) – começou…param, param…param, param….pqp, que nojo essa voz..que nojo… que levadinha debil-mental…essa nem o guitarrista vai conseguir salvar. Nao adianta vir com esse slide, tu ja mandou essa antes. Pianinho tenta ajudar, mas nao rolou. Isso parece música de quando , num filme ruim pra caralho, os amigos aparecem fazendo altas coisas num parque de diversões, com só a música rolando. Ou então quando eles pegam a estrada pra altas aventuras. Essa ta tentando ser meio Grant Lee Buffalo , mas nao vai rolar. Olha só…partezinha vibrante de colocar o braço pra cima no show. Achei fraco. Nota 5,8.

11- Everlasting – pianinho…vocal escroto de sempre… baladinha. Saquei a melodia, saquei. Olha só1 Essa parte B! Que beleza…veeeeeeeeeeeeeeeeeem e voooooooooooooolta…..veeeeeeeeeeeeeeeem e voooooooooooooolta…….. coisa fina, já vi coisa parecida em algum disco do Miles. Pena que volta pra melodia mela-cueca…. mas essa parte B merece destaque, tá bem feitinha que só. Pela que ela nao consegue sustentar uma música por si só, mesmo ela sendo a última do disco. Bateria…ajudaê! Mas nao vai dar…que nojo esse falsete, nao faz de novo por favor! Cansei, leva ae um 6,8.

Terminou. Razoável, Wilco. Eu diria que dá pra ouvir numa nice. Wilco parece um Spoon que assiste seriado demais.

Os hits de 2009, até agora.

Wednesday, June 17th, 2009

Ver filme novo é pior, mas música nova é um troço ruim de aturar tambem.

Ouvi muita porcaria pra chegar nessas 26 belas faixas. Como esse tal Patrick Wolf. Não confundir com Patrick Watson, que pelo visto vai ganhando o título de melhor disco do ano. Esse Watson fez uma espécie de “Grace” (Jotinha Buckley) dos anos 00, tendo cada década a graça que merece. Mas como ia dizendo, esse Patrick Wolf tem momentos que me lembram a Kremlin, finada boite no Cruzeiro. E esse Metric? É a mesma sensação de jantar maria mole ao molho de Karo. Outra coisa que não entendi foi esse “Pains of being pure at heart”. Eu tava esperando uma espécie de Belle and Sebastian reduzido até à consistência de bechamel, mas não passa de uma banda indie brasileira qualquer. Música pra quem pesa menos de 55 quilos. Outra decepção é esse Soundtrack of our Lives. No Allmusic comparam com Syd Barrett! É muita petulância…
A coisa não ta bonita nesse primeiro semestre. Desde que me falaram que o Yeah Yeah Yeah’s (uma espécie de Portuguesa Santista do rock) tinha feito o melhor disco até agora, gelei. O disco é bem bom mesmo, mas isso já serve como aviso: não esperem nenhuma obra-prima. Vão com calma com os minino!

Ei-los!

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1- Patrick Watson – “Machinery of the Heavens”
2- Patrick Watson – “Wooden Arms”
3- Grizzly Bear – “Two Weeks”
4- Grizzly Bear – “While you wait for the others”
5- Dangermouse & Sparklehorse – “Little Girl”
6- Ganglians – “Violent Brave”
7- Ganglians – “Voodoo”
8- Yeah Yeah Yeah’s – “Zero”
9- Yeah Yeah Yeah’s – “Heads will row”
10- Dinosaur Jr. – “Your Weather”
11- Little Boots – “Love Kills”
12- The Horrors – “Three Decades”
13- The Horrors – “Sea with a sea”
14- Lee Fields & Expressions – “My World is Empty without you”
15- Lee Field & Expressions – “Money is King”
16- Bachelorette – “Her Rotating Head”
17- Bachelorette – “Donkey”
18- St. Vincent – “Marrow”
19- Cocorosie – “Joseph City”
20- Phoenix – “1901″
21- Decemberists – “The Rake’s Song”
22- Wavves – “California Goths”
23- Magnolia Eletric Co. – “Josephine”
24- Kurt Vile – “Deep Sea”
25- Kurt Vile – “Freeway”
26- Stonephace – “Rotor”

Esse Patrick Watson, como ja disse, é bom pacas. A primeira faixa é moderninha, extremamente bem feita (reparem no solinho em em 1:58), e com melodia e refrão impecável. Tem uma firula no final , mas nada que um fade outzinho matador nao resolva. A segunda dele é uma mistura de Madeleine Peyroux com a trilha sonora de “Muito Além do Jardim”, percebam. Tem a ver com aquele dueto do Nick Cave com a PJ Harvey tambem. Melodia, arranjo e voz. Não é pedir muito, e o cara traz servido como numa lancheria.

Segunda banda em destaque é o Grizzly Bear. Ô menino que ouve Beatles! Duas perolinhas verso-refrão-verso, sem mistério e caprichado no backing vocal. A primeira dela é mistura pura de Blur fase “The Great Escape” com Tears for Fears. Só não entendo porque esse caba não junta todos os hits que ele compõe numa banda só. Porque essa parada nao difere muito de Department of Eagles não. Dá mole.

Depois vamos com esse Julian Casablancas cantando pro Sparklehorse e bulido pelo Dangermouse. Não sei o que dizer. Põe em festinha pra ver o que acontece.

Depois Ganglians. Não tem nem no allmusic, amigo! Que disco fodinha. Mas ja disse muito sobre isso em outro post. Catem aê!

Yeah Yeah Yeah’s vem depois mandando umas músicas de festinha em São Paulo muito caprichadinhas. É um lance “gosto de rock mas me visto bem”. Mas ae…sabe o que essa “Zero” lembra? Republica! Nao adianta negar! Mas é bacana, as gatas vão curtir fácil.

Dinosaur Jr. é uma bandinha meia-boca que não merece metade do respeito que recebe por aí. Com essa música deve completar sei lá…a quarta música foda da carreira. E que música bacana! Até quase a metade a música é bem medíocre. Mas aí entra um refrão alongado com uma melodia que vai de pico em pico de emoção. E assim permance até o final. É talvez o refrão do ano! Consigo imaginar fácil o Prot(o) compondo essa. Era pro Sonic Youth tá fazendo dessas! Mas foda…foi-se tempo. Melhor pedir pro Deerhunter…

A próxima é essa “Love Kills”, dessa tal de “Little Boots”. Olha..vou te contar…desse ano esses balanços não passam! 2010 em diante não vai ter mais disso. É uma profecia. Mas vou fazer o que se o cara escolhe vestir o hit dele de Killie Minogue? Era melhor ligar pro Renato Maurício Prado e pedir o telefone do Amarante. A música é muito boa, o Montana vai tocar muito, mas lá pelo Natal vai tá parecendo a Heleninha.

Depois vem o que mesmo? Ah! The Horrors. Confesso que baixei porque aquele clipe de “Sheena is a Parasite” é inesquecível e a música carrega uma personalidade. Duas deles nessa coleta. A primeira entrou pelos arranjos de guita , que são sinistros. Parece que quem tã tocando são os Silverhawks! Que guitarras bacanas. Um lance meio Misfits modernizado. Aliás, essa banda imitava o Joy Division desde sempre? A segunda é meio descarada, mas vocal e sonoridade desse jeito tão na moda. P.s: aposto que os caras ouviram muito “The Rip” antes de terminar essa “Sea with Sea” deles… vai vêno.

Lee Fields & Expressions na sequencia. A primeira é um climinha “festinha da industria porno em 73 em Santa Barbara, California”. A segunda tem uma levada irresistível, não tem como nao melar essa calcinha. As letras são aquele emaranhado de reais milenares que a gente já conhece.

Bachelorette vem na rabeira, mandando aquele sozinho retrô-asséptico de sempre. Se bem que a segunda delas tem uma certa personalidade a mais. Rapaz…não dá nada não dá nada, e aquele disquinho do Air continua rodando por aí. Nada a acrescentar aqui aqui…são duas músicas bem bacaninhas.

Agora vem o St. Vincent com essa “Marrow”. A música é uma porcariazinha até entrar uma levada muito da Bjork, levantando o astral e ganhando esse jogo de virada. Coloco fácil em festinha.

Cocorosie vem em seguida com essa música completamente Radiohead fase Kid A (Pyramid Song é do Kid A, né?) , só que com uns vocais de pinto de granja cantando Billy Holiday. Tem seu valor.

Depois esse badalado Phoenix. O começo da música é nojento. A música é nojentinha. O vocal é terrível. No meu tempo só ouvia isso quem usava terno verde com ombreira. É o que eu sempre digo: quem nao viveu os anos 80 não sabe a merda que foi. Daí tu vê menina na rua usando moleton e camisa larga tipo Madonna em começo de carreira e só pensa no erro em que tudo aquilo foi.
Mas o refrão garante, é bom. O baterista (?) mandou bem na azeitada.

Decemberists, os heróis da Russia liberal. É bacana a música, tem uma ambiência interessante, uma levada agressivinha… uns timbres de homem… acho que vai ter gente gostando muito.

Depois esse Wavves. Ou Wavvves, sei lá. Nao baixe o disco se voce nao curtir até mesmo as músicas ruins do Smog fase Julius Caesar. É Lo-Fi true mesmo, com direito à todas aquelas músicas horrorosas de 2 minutos e 10. Mas essa eu gostei. Parece um surf punk rock produzido pelo Bob Pollard. O final é rockão.

Essa Josephine do Magnolia nem é lá essas coisas. Tem lá seus momentos mais emoção, mas não passa de uma lamúria country qualquer. Coloquei mais porque eu gosto da banda, quero dar uma força. Me liga, rapaziada…ces tão sem tchose?

Esse Kurt Vile mandou um disquinho interessante. Apesar de umas 2 ou 3 músicas que são pura enganação, um lance meio Pole com ambient da CNN, essas duas aqui são dignas de nota. Sei nem o que parece….de repente um Lulu Santos doidão de mescalina hospedado num quarto separado na casa do Panda Bear. Já a segunda é um lance mais acordadinho, bem final dos anos 80…o clipe podia ser ele andando numa estrada e as pessoas comuns iam atrás dele cantando junto.

Pra finalizar, esse Stonephace:
Compra.
Moca.
Dischava.
Aperta.
Aicende.
Play.

É isso aí rapaziada. De repente eu esqueci de ouvir algum disco. Final do ano eu conserto as prováveis injustiças.

Resenha: Ganglians – “Monster Head Room LP”

Friday, June 12th, 2009

ganglians

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Pena que nao descolei a capa desse disco. É tão horrorosa que vale a pena.
Vamo lá né…Ganglians…
Nunca ouvi falar.

1- “Something should be said” – Começou…ihh…Beach Boys meio de casa espírita… ja vi que é uma vinhetinha. Passa! Capa esse gato! Rala daqui antes que eu te dê uma nota!

2- “Voodoo” – Nome de música foda..acho bom caprichar. Começou…ahh..continua a vibe meio hora de dormir, mamãe. Galera, se for isso eu vou escutar o oriiginal. Olha só…fez uma curva boa na melodia… bonito… SHA LA LA?? Ok…é preciso peito pra mandar um sha la la…. ta bonito até…terminou….ih caralho! Esse groove eu nao esperava! Ih caralho, entrou um lance meio completamente Talking Heads…tá bonito…se juntar com as vozes pode sair um lance bacana. Vamo lá… bonito…eu diria foda…tá foda…vamo continuar que as gatas tão dançando…. solinho de gato? Solo de gato? Beleza, tá podendo… a melodia se firmou…tamos caminhando prum hit. Vamo, galera…acaba essa porra pra passar dos 9. Isso..volta pro comecinho…mas termina, sério….TERMINACARALHO!
Obrigado, senhoras e senhores. Este foi mais um episódio de “Fleet Foxes em Acapulco”.

Vai levar um 9,1.

3- “Lost Words” – Chuva…pássaros…violãozinho…uaaaaa….olha só…melodia! Que alegria é uma música ter melodia. Se rimou, é verdade. Enquanto falava essas merdas, a música virou um delirinho de primavera…bateria fazendo bonito, um slide cítrico fazendo o reboco… e a melodia firme e forte. Falta o refrão… essa parte B é boa mas manda um refrão ae…. voltou….cara, tá legal…mas… façam alguma coisa…ae! Refrão…. tá massa….tem futuro….ja sei…vai rolar uma curva e voltar pro começo….ahhh, melhor que eu imaginei…esse smiiiiiiiiiiiiiiiiile (?) ficou jóia….pode voltar. Olha só..paradinha….momoento emoção…isso…funcionou…as guitarrinhas no fundo tão dando a emoção que o final da música precisa. Isso..alonga e termina. Voces tem uma dificuldade do caralho pra acabar as músicas hein? Pqp…
Mas tá bem boa, leva até um 8,4.

4- “Candy Girl” – Vibrafonezinho de ferro, já tive…. legal…tá indo bem… a melodia não é das melhores, mas meu amigo…2009….tá de bom tamanho. Isso tá Beach Boys demais, galera…voces deviam fazer como o Fleetão, misturar uns ELEMENTOS…REVISITAR algumas coisa… mas tá ok…é bonitinha…vai ter alguma garotinha vibrando muito. Solinho de sala de brinquedo…sei como é…se tu tem uma banda e ouve o Pet Sounds, dá mesmo uma fissa de tentar algo parecido…mas pô…tô recriminando não, a música é bacana…vou até dar um 8,0, olha só!

5- “Violent Brave” – Ui que título……IH CARALHO! Isso nao é Maicon??? Rapaz…que será que vem aí….ate agora ta Aphex Twin pacas…não..passou, passou…ta rolando uma vaibe Patti Smith agora…ih cacete…é um ritual…parece backing vocal de disco guitarreiro do Neil Young… que foda…vamo continuar…to sentindo que vai entrar uma pauleira…enquanto isso, o vocalista fala em “ocean” e rolam barulhos de ondas na música…NAO SEI NÃO HEIN GALERA…. mas tá amssa…tem uma flauta dando um clima meio apache…. parou….é agora! Vamo lá! Cacete! IAU! Deliiiiiiiiiiiírio…..que levadinha! Esse é o tipo de levadinha que nem o Garotos Podres consegue encaixar uma melodia ruim..nem a Pitty conseguiria fuder a métrica! Pronto…é isso aí…cacete! E ainda tem o refrão! Queeeeeeeeeeeeeeeee foda…. HIT. Tá decidido. Solinho de sax ao fundo…parte introspectiva…vamo ver o que eles fazem..ih , ta rolando uma partezinha C meio só pra voltar pro começo mesmo, sabe como é? Caralho…tá levando as coisas até as últimas consequencias, só porque eu falei mal da parte C… …isso, repete o riff que tu merece! Solinho….encaixou bem…volta pro começo…pronto. TERMINA. Ok, mais um refrão…que coisa….
Levae um 9,3, bicho. Parabéns.

6- “The Void” – INTO THE VOOOOID…..haha…lembram dessa? É das boas…ok…começou…..disco avoador…..pleim pleim….uaaaa-aaa-aaaahhhh….alguem arrotou lentamente….vocal…uuuuhhh uuuuuuuhhhh soltarei-lhe um feitiiiiiiço….. bicho, isso parece Spinal Tap..ahahahahahah…. take me back to the void hahahahahaha… call me call me….hahahaha….boa, galera, boa! Ta engraçadão. IHHHH!!! FUDEU!!!! ELO PERDIDO!!! Confusão, caos….uma batida ao fundo lembra nossa condição de ser primitivo e por aí vai….rapaz…agora virou um barulho de explosão em câmera lenta….ih, voltaram os magos, esses personagens inteligentes com mais uma lição! Call me call me…………………………… baaack to the void.

Galera, me diverti. Vou dar um 7,8 mesmo sabendo que merecia um 6!

7- “To June” – Começou…barulho de mato….pantanal matogrossense… graúnas graunam ao fundo….violãozinho….assovio! Assovio?? Beleza, vou respeitar porque tem que ser macho pacas pra assoviar hoje em dia. Melodia entrou…normal…parte B…ok…legal…. bicho…a música tem 6 minutos…to vendo que voces vão arrumar mais um desses interlúdios espaciais… melodia continua…slide…backing vocal…. normal…. ahh, entendi entendi…essa é pra ser a “Shine like Stars” da parada né? Ok, mas nao tá rolando, “Shine Like stars” é do caralho e essa nao é. Solo de guitarrona ou algo do tipo….ao fundo os jacarés em meio às vitórias-régias… voltou…vai ser 6 minutos disso mesmo…pior até agora, foi mal. Vai levar um 6,9.

8- “100 years” – Uahhh ahh ahh…cacete, mas isso é começo de rockasso! A banda tirou a roupa de Almir Sater e pôs um couro…porra é essa, berimbau? Foda…climazinho desleixado… ae porra! Entrou a batera….foda hein….parece Black Lips até. Paradinha….ALLRIGHT! Pe pom peeum, pom peum pooomm…. allriiiight..berimbau! IIH CARALHO…..IH CARALHO……..ALLRIGHT! CACETE! …rock, porra!!! Aposto que os tiras perseguem essa banda, hein? Tá foda… rockão fudido….quantos minutos ? 5? Ih, tá liberado…solinho de uma nota, iau! Uhhh uhhhhh….corinho….tá foda! UAA-AA-AAA-AAA!!! Bateria sincopando…já é hit, galera…podem continuar sossegados ae!
Em 2009?Ah…. leva um 9,1!

9- “Cryin’ Smoke” – Violãozinho perguiçoso…ih, mas isso nao é Drivin on 9, do Breeders? Não, não…. ta rolando uma melodia genérica qualquer, parece música ruim do Brian Jonestown Massacre… bateria… sinto que vai ser isso, somente um refrão milagroso poderia contornar tal empáfia. É, não aconteceu. Essa sim é a pior do disco!
Vai levar um 5.

10- “Modern African Queen” – Ah nem…esse nome de música nao merecia esse violãozinho da música anterior…nãaao, não façam isso….ahh não… tavam indo tão bem…é nessa horas que um produtor precisa intervir, pôr o corpo no meio, chamar o jogo pra si e dizer: “Galera, essa música é uma merda”.
Leva um 4,5.

11- “Try to Understand” – Ahhhhhh….AAAAAAAAHHHHHHHH! Ih! É música adolescente, parece até o Joey Ramone nos vocais…mas que bandinha polivalente….o bumbo tá dizendo que vai entrar uma levada…vamo lá..é agora! Foi! Ae! :D … tá legal, tá legal….bem bobinha, bem absorvente….refrão….tem seu valor…capaz de fã de Teenage Fanclub gostar muito… galera, na boa..vamo economizar nesse “uaahh”, sério. Legalzinha essa parte sem letra…cria um clima… Ok, galera, bem legalzinha a música…vão levar um 8,0.

Acabou. Que belo disco, sem dúvidas. Essa hora eu deveria fazer alguma analogia com glândulas, mas vou deixar isso pros profissionais do ramo. O disco é foda, leva um 8,9.

Ahh, aqueles anos 90…

Wednesday, February 11th, 2009

Depois de uma longa interrupção, volto a lhes oferecer alguns dos discos mais fodas e menos celebrados dos anos 90.

O triphop é um dos gêneros mais genuinamente noventistas, tendo nascido e MORRIDO SIM ainda nos anos 90. Confesso que nunca fui fã. Nunca entendi muito bem o que tinha de tão foda no Massive Attack , apesar de reconhecer os méritos de certas músicas. Morcheeba pra mim sempre foi engodo.

Nada disso mudou, mas o “Pre-Millenium Tension” do Tricky é um disco muito sinistro!

Clique na capa pra baixar:

tricky

Esse discasso é sujo e áspero como a inimitável voz de esgoto do Tricky merece. Já começa com a porrada que é essa “Vent”. Uns lances rolando ao contrário, uma bateria maluca que parece a banda marcial dos exércitos de Baal, uns vidros quebrando… que climinha badvibe, suavizado pelos vocais femininos de alguma dessas mil cantoras com quem o Tricky trabalhou ( e trabalhou…). A faixa seguinte “Christiansands”, é o primeiro dos grandes 3 hits desse disco (outras faixas do disco são muito boas, mas estas três são primeiro escalão total). Triphop como voce imagina, com uma melodia bem bacana e um clima menos pesado e mais sensual. A guitarrinha chega seduzindo e o refrão é certeiro e camusiano: “I met a christian in Christiansands, and a devil in Helsinki“.

O outro grande HIT deste disco é a terceira faixa, “Tricky Kid”. Como voce pode imaginar, Tricky fala de si próprio nesta faixa tiradora de onda. O cara manda tanto a real que voce até fica meio constrangido de escutar que: “Everybody wants to be naked and famous, just like me, I’m naked and famous.” Nem a Britney sendo gostosinha não teria a manha de mandar essa. E olha que o Tricky é mais feio que a fome nos países subdesenvolvidos.

Pra terminar, a chorosa “She makes me wanna die”, cantada por uma mulher de voz inacreditável (será que isso faz da faixa um grande hit romântico mésblico?). O arranjo é perfeito, a melodia é incrível, e o pagadão é uma das melhores letras de todos os tempos:

How could you dare?
Who do you think you are?
Youre insignificant
A small piece, an ism
No more no less

É, amigo…fez merda agora toma.

Baixa logo.

Recuerdos de los años 90

Wednesday, January 21st, 2009

Outro disco fodástico dos anos 90 que é pouco lembrado é o debut do Grant Lee Buffalo, ”Fuzzy”.

fuzzy

Sabe o Wilco? Adiciona talento, refrão foda, voz com personalidade, arranjos bem sacados, e ainda despede meia dúzia daqueles cabeludos vagabundos que não fazem nada na banda. O Grant Lee Buffalo é um trio que costuma ser classificado dentro daquele gênero chamado “folk rock alternativo”. É bem isso mesmo, e esse é um dos melhores discos do gênero já feitos.

O vocalista, Grant Lee Philips é daaquela mesma escola de mestres do falsete romântico, como Chris Isaak e Jeff Buckley. “Fuzzy”, o grande hit do disco, é uma baladinha de amor pegajosa, com um refrão que escorrega como gordo no limo. “The Shining Hour” é um rockinho empolgante e heróico, com letras do tipo:

“It kills me to think
That Im no longer living just looking for excuses to drink
So lift up your glass

And you ouija board cause Im fading fading fading fast”

Vou dizer, é um disco muito bem encaixadinho. Vão na fé, pois os hits abundam. É só clicar na capa do disco.

Good 90′s vibes.

Friday, January 16th, 2009

Como prometido, aqui está um dos discos mais joie de vivre dos anos 90.

É o “Bring it on”, primeiro disco e discasso do Gomez.

gomez-bring-it-on

Onde está o Gomez hoje em dia? Nao importa, isso nao faz a menor diferença.

O que importa é que esse disco é uma combinação de blues pantanoso , baladas com ótimas melodias (como o clássico indie “Tijuana Lady”) e produções à là Beck fase boa. É uma espécie de Sublime do  delta do Mississipi, só que a banda é inglesa. O disco é bastante estimado entre os adeptos de certo hábito que tem muito a ver com nossas raízes indígenas. Vai fundo!

Os anos 90 tão aí a qualquer momento…

Thursday, January 15th, 2009

ghost11

Continuando a sequência dos discassos ignorados dos anos 90, “Ghosts”, do Third Eye Foundation.
Tambem conhecido como o “Begotten” em forma de música, esse disco é mais deprê do que perder roubado pra Argentina na final da copa do Mundo de 2014 com o chope já gelado e com 2 primas que voce mandou buscar de Goiânia. Tu tinha até alugado um ofurô.

“Ghosts” são 7 faixas do sonzeira mais badvibe imaginável.
É ravezinha em Dachau.

O nome das músicas incorpora tão bem o espírito do disco, que uma listagem se faz necessária:
1- What to do but cry
2- Corpses as bedmates
3- The star’s gone out
4- The out sound from way in
5- I’ve seen the light and it’s dark
6- Ghosts…
7- Donald Crowhurst

Mas aí: é bom pra caralho. Eu se fosse voce escutava pela manhã.

Essa sequência de discos anda muito soturna. O próximo da lista será um dos discos mais alto astral dos anos 90.

Ah, os anos 90…

Thursday, January 15th, 2009

Sabe quando ficam te sugerindo ver o novo seriado tal que tem a atriz igual a outra X e te bate uma preguiça porque tu sabe que bom mesmo era Sopranos e Roma? Isso rola quando surge a mais nova cantorinha do momento. De cara tu ja pensa “la vem merda… disco FODA de mulher é  o Horses e o To Bring You My Love”.

Pois aqui está ele, o discasso da P.J. Harvey.

pjharvey

Tem tanta música foda nesse disco que seria vacilo ficar indicando quais os HITS. São 10 faixas, camarada. Coisa rápida e fina. As letras são fudidas, dá pra notar que algum cara nao foi bacana com ela. Tambem rola um papo de gravidez, abadono do lar, pensão alimentícia…etc… ou seja…é rachismo com talento, muito talento.

Aí vem eles, os anos 90

Wednesday, January 14th, 2009

Dando sequencia nos discos fodas e pouco falados dos anos 90, o homônimo do Fly Pan Am.

flypanam

Guitarrinha com timbre Morricone, field-recordings, repetições… ah, o fim dos anos 90!

Fly Pan Am é uma das bandas irmãs do Godspeed you Black Emperor! e talvez por isso a que mais se aproxime da idéia da sonoridade do GYBE!, só que tocada (só tocada, o disco é instrumental) por uma formação clássica de rock, guitarra baixo e batiria.  O som é hipnótico, pesado e meio medonho. “Bibi a Nice” parece um “surf-rock tocado dentro de um carro numa perseguição em algum mundo paralelo do Gurps Cyberpunk”, ou algo parecido, foi o que me disseram. Enfim, pra quem curte uma barulheira talentosa e repetitiva, não há quase nada melhor.